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BitRiver, maior mineradora de Bitcoin da Rússia, entra em crise de falência

Monitoramento judicial coloca BitRiver à beira da falência; dívida com En+ e conflitos com fornecedoras, somados a proibições de mineração, agravam a crise

Russia's Largest Bitcoin Miner BitRiver Faces Bankruptcy Crisis
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  • BitRiver, maior minerador de Bitcoin da Rússia, enfrenta falência após o Tribunal Arbitral Regional de Sverdlovsk instaurar monitoramento sobre a Fox Group, dona de 98% da BitRiver Management Company, por dívida de $ 9,2 milhões da Infraestrutura da Sibéria.
  • A disputa envolve atraso na entrega de equipamento após adiantamento superior a 700 milhões de rublos; a Infraestrutura da Sibéria pediu reembolso e multas, e a sentença foi confirmada pelo tribunal de Irkutk em abril de 2025.
  • O empresário Igor Runets, fundador e CEO da BitRiver, foi detido por suspeitas de sonegação fiscal e colocado em regime de prisão domiciliar; ele nega as acusações, afirmando que o equipamento foi entregue.
  • Questões regulatórias agravam o cenário: a mineração foi banida em partes da Sibéria, com um centro de 100 MW em Buryatia não iniciado e proibição anual de mineração a partir de 2026.
  • Apesar dos problemas, o mercado de infraestrutura de mineração segue ativo na Rússia, com aumento de capacidade conectada à rede elétrica e projeções de crescimento de centros de dados nos próximos anos.

BitRiver, maior mineradora de Bitcoin da Rússia, enfrenta crise de falência após o tribunal instaurar procedimento de observação contra a empresa-mãe. A ação envolve a Fox Group de Empresas, que detém 98% da BitRiver Management Company, por uma dívida de 9,2 milhões de dólares com a Infraestrutura da Sibéria, subsidiária da En+. O processo foi aberto pelo Tribunal de Arbitragem Regional de Sverdlovsk em 27 de janeiro.

A empresa registrou receita de mais de 129 milhões de dólares no último ano e operava 533 MW em 15 data centers, com mais de 175 mil rigs. A quebra decorre de problemas com fornecimento de equipamentos, após a BitRiver não entregar bens adquiridos previamente, gerando término contratual e ações judiciais para reembolso de adiantamento.

Detalhes do litígio e posição da BitRiver

A Infraestrutura da Sibéria moveu a ação após a BitRiver não entregar o equipamento, apesar de ter recebido adiantamento superior a 700 milhões de rublos (aproximadamente 9,15 milhões de dólares). Em abril de 2025, o tribunal de Irkutsk Region manteve a decisão favorável à Infraestrutura da Sibéria.

Igor Runets, fundador e CEO da BitRiver, contesta as acusações, alegando que o equipamento foi entregue e que a Fox recorre da decisão. Runets afirmou que operações continuam, mas quedas de dezembro provocaram perdas significativas a empresas do grupo.

Impactos da sanção e bloqueios judiciais

Medidas de execução contra a Fox Group não encontraram ativos suficientes para cobrir as dívidas determinadas pelo tribunal, o que motivou o pedido de falência. Em disputas entre estruturas da En+ e as empresas BitRiver, houve congelamento de contas, o que pode paralisar a atividade comercial.

Sites de mineração na região de Irkutsk ficaram indisponíveis após a implementação de um banimento local. Um data center de 100 MW em Buryatia não foi colocado em operação e há expectativa de um veto anual à mineração na região a partir de 2026.

Cenário regulatório e conflitos energéticos

Em fevereiro de 2025, autoridades fecharam um site de 40 MW em Ingushetia que operava sob a proibição vigente desde o início de 2025. A empresa enfrenta também disputas com fornecedoras de energia por faturas não pagas.

Desde 1º de agosto de 2025, a Faraday Group perdeu o direito de participar de negociações de energia e de status de participante no mercado de atacado. Ações judiciais avaliam multas de 133 milhões de rublos para a En+ Sbyt e 640 milhões de rublos para a Irkutsk Electric Grid Company por atraso no pagamento.

Situação do CEO e panorama externo

O fundador Igor Runets foi detido por autoridades russas e indiciado por supostos crimes de evasão fiscal, com o tribunal impondo prisão domiciliar. Runets terá prazo para recorrer da decisão com a defesa.

Historicamente, BitRiver recebeu sanções do Departamento do Tesouro dos EUA em 2022 por vínculos com a Rússia após a invasão da Ucrânia, limitando acesso a mercados ocidentais. Em 2023, o banco japonês SBI encerrou laços com a empresa.

Apesar do colapso da BitRiver, a demanda por infraestrutura de mineração na Rússia permanece elevada. Dados apontam que a capacidade de mineradores conectados à rede cresceu 33% em 2025, chegando a 4 GW, com projeção de crescimento anual de 14,41% até 2031.

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