- Bitcoin caiu abaixo de US$ 80 mil após a indicação de Kevin Warsh como presidente do Fed, com mais de US$ 2,5 bilhões em liquidações alavancadas.
- O movimento de aversão ao risco se espalhou para ações e metais preciosos, diante de uma política mais restritiva esperada pelo Fed.
- A moeda digital stabilizou-se perto de US$ 74.500, mas pode recuar caso o suporte não segure.
- Foram registradas liquidações de posições longas alavancadas que intensificaram a pressão de baixa, em meio a saídas de ETFs de Bitcoin nos EUA.
- Analistas destacam que o cenário pode piorar se o preço romper o suporte e se Warsh indicar um aperto monetário mais cedo, afetando a recuperação do mercado.
Bitcoin caiu abaixo de US$ 80 mil no fim de semana após a indicação de Kevin Warsh como próximo presidente do Federal Reserve, levando a uma onda de desinvestimento no mercado de criptomoedas, segundo analistas da QCP Asia. A pressão ocorreu mesmo com o dólar mais firme e tensões geopolíticas em foco.
O recuo levou o preço da bitcoin a ficar próximo de US$ 74,5 mil, conforme o estudo de mercado da QCP, que também apontou queda do ether abaixo de US$ 2.170. O movimento coincidiu com liquidações de mais de US$ 2,5 bilhões em posições compradas alavancadas.
A virada de humor ocorreu em meio a uma aversão ao risco que se espalhou para além das criptomoedas. Ações globais e metais preciosos recuaram, com traders ajustando a leitura sobre um aperto de política monetária sob um possível governo Warsh no Fed.
Reação de mercados e próximos passos
A possibilidade de aperto monetário mais cedo influencia ativos considerados de menor risco, pressionando não yield assets. A volatilidade foi intensificada por margens maiores em futuros, segundo a QCP, acelerando o desconfinamento de posições alavancadas.
Desde então, o Bitcoin tem se mantido acima de US$ 74,5 mil, nível que coincide com fundos de ciclo vistos em 2025. O interesse em proteção de queda continuou presente, ainda que as demandas por hedges tenham diminuído frente a episódios de estresse anteriores.
Analistas apontam vulnerabilidade persistente. Indicadores de momento indicam pressão de baixa, com resistência recente limitando qualquer rali. Uma quebra estável abaixo de US$ 74 mil abriria espaço para recuo maior.
Ainda sem definição, o comportamento do mercado de opções permanece cauteloso, com apetite limitado por ganhos de curto prazo. A continuidade do movimento dependerá de eventos macro e de sinais do Fed sobre o ritmo de aperto.
Planos de recuperação de preço variam entre analistas. Alguns veem possibilidade de estabilização próximo de US$ 75 mil a US$ 80 mil, enquanto outros aguardam confirmação de suporte para sustentar qualquer recuperação.
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