Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

BC alerta Daniel Vorcaro sobre falta de liquidez do Master em 180 dias

BC avisou em nov de 2024 que Master tinha 180 dias para resolver liquidez e governança; venda de carteiras fraudulentas expôs riscos e impactos

Banco Master é suspeito de irregularidades na venda de crédito consignado para milhares de aposentados e pensionistas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
0:00
Carregando...
0:00
  • O Banco Central alertou Daniel Vorcaro, em novembro de 2024, de que tinha 180 dias para resolver problemas de liquidez e governança do Master.
  • O prazo terminaria em maio de 2025, mas o BC já tinha conhecimento de meses anteriores de que o Master vendia carteiras de crédito fraudulentas para o BRB.
  • Em novembro de 2025, o Master foi liquidado, com apenas R$ 4 milhões em caixa, mais de R$ 100 milhões em compromissos diários e uma dívida de R$ 2 bilhões de compulsórios a recolher.
  • Vorcaro afirma que, em 2024, buscava manter o banco aberto com um negócio liderado pela Fictor e fundos árabes, e acusa o BC de agir de forma precipitada; a Fictor entrou com recuperação judicial.
  • O Master chegou a fechar acordo com o BRB para venda de carteiras de crédito fraudulentas no valor de R$ 12,2 bilhões, negócio desfeito pelo BC, o que deve gerar prejuízo superior a R$ 4 bilhões ao DF, coberto pelo governo local.

O Banco Central alertou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em novembro de 2024 para que resolvesse, em 180 dias, problemas de liquidez e governança. A informação foi publicada pelo Estadão e confirmada por fontes do blog do veículo.

O aviso previa que o prazo terminaria em maio de 2025. Meses antes, o BC teria descoberto que o Master vendeu carteiras de crédito fraudulentas para o BRB. Vorcaro afirmou que buscava manter o banco aberto mediante um negócio liderado pela Fictor com fundos árabes.

Na época da notificação, o banco já passava por fiscalização próxima do BC. O objetivo era que a instituição se reestruturasse para continuar operando, conforme informações vinculadas à supervisão da autoridade monetária.

O Master tentou encontrar compradores no mercado e fechou acordo com o BRB, envolvendo a venda de carteiras de crédito no total de R$ 12,2 bilhões. A operação foi desfeita por determinação do BC, que não autorizou a venda.

Com o fechamento da negociação, o Master entrou em processo de liquidação, em novembro de 2025. Segundo apurações, a instituição possuía cerca de R$ 4 milhões em caixa, havia mais de R$ 100 milhões em compromissos diários e devia R$ 2 bilhões de compulsórios ao BC.

Além disso, a recuperação judicial da Fictor foi acionada, e os nomes dos fundos árabes envolvidos nunca foram divulgados. Os acontecimentos contribuíram para a decisão de encerrar as operações do Master sob supervisão regulatória.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais