- Vendas da BYD caíram 30% em janeiro, com 210.051 veículos entregues, ante 300.538 no mesmo mês de 2025.
- A empresa aponta demanda fraca na China devido à redução dos subsídios de compra para modelos de massa.
- Exportações chegaram a 100.482 unidades em janeiro, em meio a planos de aumentar entregas no exterior em quase 25%.
- Analistas esperam recuperação das vendas totais da BYD em 2026 para acima de 5 milhões de unidades, frente a 4,6 milhões em 2025.
- A concorrência doméstica aumenta, com Geely e Zhejiang Leapmotor ganhando espaço, enquanto autoridades chinesas contêm cortes agressivos de preços.
A BYD informou que as vendas caíram 30% em janeiro, diante da fraca demanda no mercado chinês, em meio à redução dos subsídios para modelos de massa. A empresa não detalhou números por modelo.
No mês, a montadora sediada em Shenzhen entregou 210.051 veículos, ante 300.538 em janeiro de 2025. O recuo reflete o ajuste do mercado após o fim dos subsídios, ainda que haja variações pelo Ano Novo Lunar.
A BYD afirmou que pretende expandir as entregas para mercados fora da China em quase 25%, reforçando a aposta externa como pilar de crescimento. Exportações totalizaram 100.482 unidades em janeiro.
Desempenho e cenário doméstico
Analistas destacam que a desaceleração na China contrasta com a demanda internacional, mantendo pressão sobre o desempenho da empresa no curto prazo. A competição interna aumenta com Geely e Leapmotor.
A empresa espera recuperação das vendas globais acima de 5 milhões de unidades em 2026, frente a 4,6 milhões em 2025, conforme projeções de mercado. As autoridades locais seguem políticas para conter cortes agressivos de preços.
A BYD cresce em investir em tecnologia e novas submarcas, Denza e Yangwang, para elevar o preço médio da frota. A estratégia visa manter liderança global em veículos elétricos, apesar da demanda doméstica mais fraca.
Entre na conversa da comunidade