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BYD registra queda de 30% nas vendas em janeiro com demanda fraca na China

BYD registra queda de trinta por cento nas vendas de janeiro, com demanda fraca na China e expansão de exportações como destaque estratégico

BYD: desaceleração da demanda doméstica contrasta com a crescente procura no exterior. (Foto: Chris Ratcliffe/Bloomberg)
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  • Vendas da BYD caíram 30% em janeiro, com 210.051 veículos entregues, ante 300.538 no mesmo mês de 2025.
  • A empresa aponta demanda fraca na China devido à redução dos subsídios de compra para modelos de massa.
  • Exportações chegaram a 100.482 unidades em janeiro, em meio a planos de aumentar entregas no exterior em quase 25%.
  • Analistas esperam recuperação das vendas totais da BYD em 2026 para acima de 5 milhões de unidades, frente a 4,6 milhões em 2025.
  • A concorrência doméstica aumenta, com Geely e Zhejiang Leapmotor ganhando espaço, enquanto autoridades chinesas contêm cortes agressivos de preços.

A BYD informou que as vendas caíram 30% em janeiro, diante da fraca demanda no mercado chinês, em meio à redução dos subsídios para modelos de massa. A empresa não detalhou números por modelo.

No mês, a montadora sediada em Shenzhen entregou 210.051 veículos, ante 300.538 em janeiro de 2025. O recuo reflete o ajuste do mercado após o fim dos subsídios, ainda que haja variações pelo Ano Novo Lunar.

A BYD afirmou que pretende expandir as entregas para mercados fora da China em quase 25%, reforçando a aposta externa como pilar de crescimento. Exportações totalizaram 100.482 unidades em janeiro.

Desempenho e cenário doméstico

Analistas destacam que a desaceleração na China contrasta com a demanda internacional, mantendo pressão sobre o desempenho da empresa no curto prazo. A competição interna aumenta com Geely e Leapmotor.

A empresa espera recuperação das vendas globais acima de 5 milhões de unidades em 2026, frente a 4,6 milhões em 2025, conforme projeções de mercado. As autoridades locais seguem políticas para conter cortes agressivos de preços.

A BYD cresce em investir em tecnologia e novas submarcas, Denza e Yangwang, para elevar o preço médio da frota. A estratégia visa manter liderança global em veículos elétricos, apesar da demanda doméstica mais fraca.

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