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Trump escolhe ex-funcionário do Fed Warsh para comandar o banco central dos EUA

Trump escolhe Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve ao fim do mandato de Powell, empurrando a política monetária para o que promete um cenário de maior controle político e confirmação no Senado

Former U.S. Federal Reserve Governor Kevin Warsh attends a monetary policy conference at Stanford University's Hoover Institution in Palo Alto, California
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  • O presidente Donald Trump indicou Kevin Warsh, ex‑governador do Federal Reserve, para chefiar o Fed quando o mandato de Jerome Powell termina em maio.
  • A nomeação precisa da confirmação do Senado.
  • Warsh é crítico frequente do Fed e defende uma mudança de regime na política monetária, alinhando-se às pressões de Trump por maior controle sobre o banco central.
  • Warsh já atuou como governador do Fed entre 2006 e 2011 e hoje está ligado à Hoover Institution, de Stanford, mantendo relação próxima com o mundo financeiro.
  • Não está claro o efeito imediato sobre as taxas; o Fed já fez três cortes em 2025 e sinalizou pausa, com possibilidade de novo movimento apenas sob nova liderança.

Trump escolhe ex-membro do Fed, Kevin Warsh, para chefiar o banco central dos EUA quando o mandato de Powell terminar em maio. A indicação ocorre em meio a críticas do presidente à independência da instituição.

Warsh, 55, foi governador do Fed de 2006 a 2011 e tem histórico de defesa de mudanças na política monetária. Sinaliza uma linha mais alinhada aos objetivos do governo em relação a cortes de juros e ao tamanho do balanço do banco central.

A nomeação depende da confirmação pelo Senado. O processo deve enfrentar escrutínio sobre a independência do Fed e as propostas de remodelar a atuação da instituição.

Trump tem mostrado interesse em ampliar controle sobre o Fed, o que pode influenciar a agenda de política monetária após a saída de Powell. O presidente já criticou a condução da política de juros.

Warsh permanece ligado ao debate público sobre como reduzir o balanço do Fed e ampliar a atuação da política monetária na economia real, com ênfase em produtividade e inflação.

No passado, Warsh atuou como elo entre o Fed e o mercado financeiro durante a crise de 2007-2009. Sua visão envolve ajustes na supervisão bancária e na eficiência do banco central.

O cenário atual não aponta de imediato qual será o rumo das taxas. Em 2025, cortes levaram as taxas para a faixa de 3,50% a 3,75%. O Fed sinalizou pausa, esperando o desfecho do processo de confirmação.

Warsh tem ligações com Wall Street e já atuou na gestão de fortunas de investidores. Sua nomeação colocaria o Fed sob maior escrutínio quanto à distância entre política monetária e interesses políticos.

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