- A safra de soja do Rio Grande do Sul 2025/26 pode chegar a 21,44 milhões de toneladas, dependendo da regularização das chuvas em fases críticas da cultura.
- A produtividade média esperada é de 3.180 kg por hectare, índice que representaria alta em relação à safra anterior, afetada pelo clima seco.
- Cerca de 46% da área está na fase de floração e 12% em enchimento de grãos, com sinais de estresse hídrico em solos rasos ou arenosos.
- A Emater alerta que, se a chuva não voltar, pode haver impacto na fixação de vagens e na região com maior exigência hídrica.
- Na próxima semana, a metade norte deve ter maiores volumes, até 20 mm na maioria das áreas (pontos isolados até 50 mm); Fronteira Oeste tem previsão de menos de 10 mm, e volumes ficam abaixo da média conforme dados da LSEG.
O potencial da safra de soja do Rio Grande do Sul para 2025/26 permanece elevado, mas depende da regularização das chuvas. A Emater (RS) manteve a projeção de produtividade média de 3.180 kg/ha, caso haja precipitação suficiente nas fases críticas da cultura.
Após uma semana de tempo seco e altas temperaturas–com máximas próximas a 40ºC–o armazenamento hídrico no solo ficou comprometido em áreas mais rasas, segundo a Emater. O organismo alerta para estresse em lavouras na floração e no enchimento de grãos caso a seca persista.
Até o momento, a área de soja gaúcha está cerca de 46% na fase de floração e 12% em enchimento de grãos, reforçando o monitoramento de chuvas para confirmar a viabilidade da projeção de produção de 21,44 milhões de toneladas. A comparação com 2024/25 aponta alta de aproximadamente 57%.
Previsões climáticas e impactos no rendimento
A previsão aponta que a metade norte do estado receba mais água na próxima semana, com registros entre 20 mm e picos de 50 mm em pontos isolados, dependendo do sistema atmosférico. Regiões próximas à Fronteira Oeste concentrariam menor volume, abaixo de 10 mm.
Dados do terminal da LSEG indicam que os volumes da próxima semana devem ficar abaixo da média em todo o RS, o que pode atrasar etapas da colheita se as chuvas não retornarem com regularidade. A Emater acompanha as chuvas e os impactos no solo para ajustar as expectativas de safra.
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