- O cobre está em alta, com demanda global prevista para superar a oferta em até trinta por cento até 2035, segundo dados citados pela Fach.
- Chile e Peru foram destacados como os principais exportadores de cobre em 2024, com Chile registrando mais de U$ 31 bilhões em exportações.
- No Chile, o presidente eleito José Antonio Kast promete reduzir regulações; o setor elétrico pode ver aumento de produção de cobre nos primeiros anos de governo.
- No Peru, prevê-se menos investimento novo em cobre, devido a mineração informal, burocracia e protestos locais, com candidatos presidenciais evitando opções detalhadas de política setorial.
- No México, o governo busca atrair plantas de cabos e fios de cobre perto de minas, mas ainda sem anúncios, enquanto persiste a incerteza sobre tarifas dos EUA e o acordo USMCA.
O peso da demanda global por cobre aumenta, elevando preços e abrindo oportunidades para exportadores da América Latina. O metal, fundamental na transição energética, vive momentos de valorização em meio a tensões comerciais. A avaliação é de analistas que acompanham o mercado.
A elevada procura ocorre mesmo com ameaças de tarifas nos Estados Unidos sobre produtos de cobre, lançando incertezas sobre custos de importação. Empresas globais acumulam estoques, o que impulsiona o preço do cobre nesta fase de recuperação. Países vendedores da região sentem os efeitos.
Demanda global e impactos
Analistas destacam que a demanda mundial pelo cobre pode superar a oferta em até 30% até 2035, impulsionada pela eletrificação e pelo maior uso de energia. A elevação de preços beneficia exportadores e aumenta o interesse de investidores estrangeiros. O metal permanece núcleo estratégico para cadeias de suprimento.
Chile liderou as exportações de cobre em 2024, com mais de US$ 31 bilhões em receitas, seguido por Peru. Brasil e México também registraram exportações expressivas, o que reforça a importância regional para o comércio de cobre.
Situação política e setorial
No Chile, o cenário político está em transição com o próximo governo prometendo ajustes regulatórios. Empresas do setor prevêem aumento de produção nos primeiros anos, mas sem estimativas tão agressivas quanto algumas pretensões. No Peru, a busca por investimentos enfrenta entraves como questões regulatórias e protestos.
Mexico busca atrair investimentos em indústria de processamento de cobre, com planos para instalar fábricas de cabos e fios próximos a minas, embora a evolução dependa de incertezas sobre tarifas e do acordo USMCA. O governo mantém cautela quanto a concessões de mineração.
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