- A dívida bruta do setor público consolidado deve chegar a 78,7% do PIB em 2025, equivalente a 10 trilhões de reais; ao fim de 2024, estava em 76,3% do PIB (9 trilhões).
- Segundo o Tesouro Nacional, a dívida elevada pressiona a taxa de juros, impactando o custo do crédito e o crescimento da economia.
- No terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida já avançou sete pontos percentuais.
- A projeção é de que a dívida chegue a 83,6% do PIB em 2026; pela metodologia do FMI, a dívida brasileira ficaria em 93,4% do PIB em dezembro do ano passado.
- Em comparação internacional, o endividamento brasileiro já fica acima de padrões da Zona do Euro, com relação a outros indicadores globais.
A dívida bruta do setor público consolidado atingiu 78,7% do PIB em 2025, segundo o Banco Central. O valor representa cerca de R$ 10 trilhões. Em 2024, o endividamento ficou em 76,3% do PIB, equivalente a R$ 9 trilhões.
Segundo o BC, o avanço ocorreu principalmente por contas com juros elevados, e não apenas pelo déficit fiscal. Analistas apontam que gastos públicos e estímulos ajudam a manter a taxa básica de juros em patamar elevado para conter a inflação.
O Tesouro Nacional projeta continuidade do aumento da dívida, chegando a 83,6% do PIB no fim de 2026, com tendência de alta nos anos seguintes. A leitura leva em conta cenários de juros mais altos e expansão de gastos governamentais.
Contexto internacional e projeções
Pelo critério utilizado pelo FMI, a dívida brasileira somou 93,4% do PIB em dezembro de 2024, índice superior ao adotado pelo BC. A diferença decorre da inclusão de títulos públicos detidos pelo BC na mensuração do FMI.
A comparação internacional mostra o endividamento brasileiro acima da média dos países da Zona do Euro e de muitos emergentes. O BID havia recomendado, em 2023, reduzir a dívida para 46%–55% do PIB para estimular crédito e atividade.
Metodologia e comparação com FMI
Pelo critério do FMI, a dívida do país fica, em média, cerca de 12 pontos percentuais acima do padrão do BC. Se a projeção de 83,6% de 2026 for mantida, a dívida sob esse critério chegaria a quase 95,6% do PIB ao fim do atual mandato de Lula.
No terceiro mandato de Lula, a trajetória da dívida já mostra alta de 7 pontos percentuais em três anos. A diferença entre métricas ressalta a importância de entender as bases utilizadas pelas instituições na comparação internacional.
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