- Em depoimento à Polícia Federal, o diretor do Banco Central, Ailton Aquino, afirmou que o Banco Master tinha apenas quatro milhões de reais em caixa antes da liquidação extrajudicial.
- O BC classificava o Master como instituição de médio porte, com oitenta bilhões de reais em ativos totais, e destacou a importância da supervisão para entender a liquidez.
- O depoimento foi tornado público nesta quinta-feira pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso.
- Também houve menção à dificuldade de pagamentos pela Will Financeira, marca do Will Bank, que integrava o conglomerado do Master.
- O Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central; a Will Bank ficou sob regime temporário para evitar agravamento de riscos, enquanto ocorria tentativa de preservação das operações.
O diretor do Banco Central afirmou em depoimento à Polícia Federal que o Banco Master tinha apenas 4 milhões de reais em caixa antes da liquidação extrajudicial, o que não condiz com a classificação de médio porte da instituição, que chegou a 80 bilhões em ativos totais. O BC decretou a liquidação pouco depois.
Segundo o relato, a liquidez do Master era incompatível com seu tamanho de ativos, e o acompanhamento da supervisão era fundamental para entender o fluxo de caixa antes da intervenção. O depoimento ocorreu em 30 de dezembro e foi divulgado pelo STF.
A liquidação do Master ocorreu em novembro, após identificação de problemas de liquidez que comprometeram operações e credores. A ação levou à liquidação, com o controle passando a um liquidante para encerrar atividades e pagar credores.
Problemas de liquidez e pagamentos
O depoimento também apontou dificuldades de pagamento envolvendo a Will Financeira, fantasia do Will Bank, grupo ligado ao Master. A instituição passava por supervisão diferente devido à crise de liquidez.
Antes da liquidação, a Will Bank recebia atenção especial do BC, por estar sob Regime de Administração Especial Temporária. O BC buscou preservar operações e evitar maior dano ao sistema financeiro.
O Will Bank ainda não havia sido liquidado para venda a um investidor árabe que demonstrava interesse, segundo apuração publicada. Além disso, a Will descumpriu uma grade de pagamentos com a Mastercard, elevando o quadro de dificuldades.
Em nota à época, o BC justificou a liquidação pela deterioração da situação econômico-financeira da instituição e pela insolvência. O objetivo, segundo o BC, era minimizar impactos aos clientes e ao sistema financeiro.
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