- Apple projeta crescimento de até 16% na receita do trimestre encerrado em março, impulsionado pela demanda por iPhones, recuperação na China e alta na Índia.
- O anúncio ocorreu após resultados do período de festas que superaram estimativas; Tim Cook afirmou à Reuters que a demanda pelos iPhones mais recentes foi “impressionante”.
- A linha iPhone 17 ajudou a elevar as vendas no primeiro trimestre fiscal, encerrado em 27 de dezembro, fortalecendo a confiança de investidores.
- A empresa prevê receita do segundo trimestre entre 13% e 16%; despesas operacionais devem ficar entre US$ 18,4 bilhões e US$ 18,7 bilhões, com restrições de fornecimento de processadores pela TSMC.
- A margem bruta prevista para o segundo trimestre é entre 48% e 49%, após 48,2% no primeiro trimestre; há preocupação com a alta dos custos de memória e commodities.
A Apple divulgou uma previsão de crescimento de até 16% na receita para o trimestre encerrado em março, impulsionada pela demanda por iPhones e pela recuperação na China e na Índia. O anúncio veio após resultados do trimestre de festas de fim de ano surpreenderem positivamente o mercado.
Segundo a empresa, o desempenho foi puxado pela linha iPhone 17, com forte demanda nos principais mercados. Tim Cook afirmou à Reuters que a demanda pelos aparelhos mais recentes foi impressionante e que houve ganho de participação de mercado em dezembro.
A Apple espera manter o impulso no segundo trimestre fiscal, com receita projetada entre 13% e 16% de alta, frente a uma previsão de 10% dos analistas. A companhia também elevou a faixa de despesas operacionais entre US$18,4 bilhões e US$18,7 bilhões.
Desempenho financeiro e projeções
A empresa reportou margem bruta de 48,2% no primeiro trimestre, acima das expectativas. A projeção para o segundo trimestre indica margens entre 48% e 49%, mas Cook comentou que a crise de chips de memória pode pressionar a margem no período.
A leitura de demanda mostra que a produção está sujeita a restrições de componentes, com a TSMC fabricando os chips da Apple. Cook disse que há menos flexibilidade na cadeia de suprimentos e que ainda não há equilíbrio claro entre oferta e demanda.
Antes da teleconferência, Cook afirmou à Reuters que a receita com iPhone cresceu 23% ante o ano anterior, marcando o maior trimestre da história. A Apple indicou incremento de participação de mercado em dezembro, sustentando o ânimo entre investidores.
Cenário de suprimentos e memória
A Apple sinalizou que a escassez global de chips de memória afeta a indústria de eletrônicos de consumo, com impacto esperado na margem bruta do segundo trimestre. A demanda por memórias de alta largura de banda para data centers tem elevado as margens de fornecedores.
No trimestre, a receita do iPhone atingiu US$ 85,27 bilhões, acima dos US$ 78,65 bilhões estimados pelos analistas. A Apple destacou que as vendas do iPhone alcançaram recordes em todos os segmentos geográficos, apesar da incerteza macroeconômica.
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