- As exportações mexicanas de aço para os EUA caíram 49% em 2025, após a reimposição de tarifas de 50% sobre aço e alumínio importados.
- A indústria siderúrgica mexicana opera com menos de 60% da capacidade instalada devido à crise causada pelas tarifas e pelo aumento das importações no mercado interno.
- O presidente da Canacero diz que, em 2025, deve haver déficit de cerca de US$ 4,5 bilhões e 2,5 milhões de toneladas de aço, fortalecendo a crise setorial.
- A entidade defende que Washington retire o arancel de cinquenta por cento e coloca a revisão do Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (TMEC) como oportunidade, com foco em cooperação regional para combater práticas desleais.
- O setor aponta que as importações respondiam por 43% do mercado mexicano de aço, com demanda global baixa e subsidiação em alguns países asiáticos.
O setor siderúrgico mexicano enfrenta uma crise provocada pelos aranceles de Washington. Em março, o governo dos EUA elevou a tarifa de 25% para 50% sobre aço e alumínio importados, atingindo o México, principal parceiro comercial. As exportações mexicanas para os EUA recuaram 49%.
A indústria opera com menos de 60% da capacidade instalada, diante da queda de demanda global e do aumento de importações no mercado interno. O presidente da Canacero, Víctor Cairo, aponta prejuízos e sinaliza que a revisão do TMEC, prevista para julho, pode abrir espaço para negociação.
Desempenho das exportações e déficit
Segundo Cairo, 2025 foi um ano difícil para o aço mexicano, com queda significativa nas vendas ao principal destino. Estima-se que haverá déficit de 4,5 bilhões de dólares e 2,5 milhões de toneladas de aço neste ano, caso persista a restrição externa.
Importações e competição
A participação de importações de aço no mercado mexicano alcança 43%. O setor critica concorrência desleal, citando subsidiações em países asiáticos que dificultam a competição em condições de livre mercado.
Avanços e ideias de política
O presidente da Canacero afirma que o TMEC pode favorecer medidas para conter práticas de comércio desleal. A ideia é buscar a eliminação do arancelamento atual para reestabelecer uma aplicação efetiva do tratado e proteger empregos locais.
Reações internas
O presidente da ArcelorMittal México defenderam medidas de proteção, defendendo o uso de tarifas temporárias entre 20% e 50% para produtos siderúrgicos de países sem acordo comercial, com foco na reativação do consumo interno.
Contexto macro e projeções
Em 2025, as exportações mexicanas atingiram 664,8 bilhões de dólares, alta de 7,6% frente a 2024, impulsionadas por setores como maquinaria e equipamentos elétricos. O otimismo fica restrito ao setor siderúrgico, impactado pelas tarifas norte-americanas.
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