- A Meta gastou 6,4 milhões de dólares em uma campanha publicitária nacional para apresentar dados centers como benéficos, destacando centros em Altoona (Iowa) e Los Lunas (Novo México).
- Os anúncios defendem que os data centers geram empregos e revitalizam comunidades rurais, com tom otimista sobre impactos locais.
- Além de Meta, operadores de data centers como Digital Reality, QTS e NTT Data planejam uma ofensiva de lobby para defender novos centros diante de reação pública negativa.
- A recente onda de frio evidenciou a pressão sobre a rede elétrica, reforçando preocupações sobre consumo de energia em áreas próximas a grandes centros de dados.
- Movimentos de oposição a novos data centers têm atrasado ou cancelado investimentos bilionários em estados como Oregon, Arizona, Missouri, Indiana e Virginia, refletindo ceticismo público sobre custos energéticos e uso de água.
Meta aposta em publicidade para apresentar data centers como vizinhos úteis, em meio ao impulso de IA. Entre outubro e dezembro de 2025, a empresa destinou 6,4 milhões de dólares a uma campanha nacional. O objetivo é favorecer a aceitação pública da construção de novos centros.
A campanha utiliza vídeos curtos em estilo caseiro, destacando as operações de data centers em Altoona, Iowa, e Los Lunas, Novo México. Os anúncios afirmam que as instalações geram empregos e revitalizam comunidades rurais da região.
A iniciativa não ocorre isoladamente. Segundo o Financial Times, Digital Realty, QTS e NTT Data planejam uma ofensiva de lobby para defender a expansão de data centers diante de críticas públicas.
Contexto
A recente forte nevasca no país evidenciou a pressão sobre a rede elétrica, tema central em debates sobre consumo e dependência de energia de grandes centros de dados. Empresas como Microsoft e Google dependem dessas estruturas para IA, mas enfrentam resistência local.
O movimento de opinião pública se intensifica em várias regiões. Comunidades temem elevação de tarifas, uso de água e impactos ambientais. Dados de relatos locais indicam atrasos ou cancelamentos de projetos bilionários em estados como Oregon, Arizona, Missouri, Indiana e Virginia.
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