- O governo anunciou 15% de desconto nas taxas de negócio para pubs e locais de música ao vivo na Inglaterra, a partir de 1 de abril, com faturas médias de £1.650 e congelamento real por mais dois anos.
- Outros setores afetados pelas mudanças nas taxas — como academias, lojas locais, restaurantes, cafés e farmácias — criticaram a medida, dizendo que não houve apoio equivalente.
- Representantes da indústria afirmam que o apoio é insuficiente e não resolve os custos totais de operar, além de questionarem o impacto real na economia de hospitalidade e da vida noturna.
- Organizações do setor apontam custos crescentes com taxas, IVA, imposto sobre álcool, encargos trabalhistas e licenças, pedindo uma solução ampla para o setor.
- Haverá revisão da metodologia de cálculo das taxas para hotéis, em paralelo a uma revisão para pubs; o governo foi procurado para comentar.
O governo anunciou um alívio temporário para pubs e locais de música ao vivo na Inglaterra, reduzindo em 15% o valor das taxas de atividade a partir de 1º de abril. O benefício, com média de cerca de £1.650 por estabelecimento, terá validade enquanto as contas forem ajustadas em termos reais por mais dois anos. A medida não incluiu outros setores.
Empresas de diferentes áreas da hospitalidade, comércio e saúde criticaram a escolha de restringir o apoio. Restaurantes, academias, farmácias independentes, lojas locais e clubes afirmaram enfrentar desafios semelhantes, sem qualquer compensação adicional.
A reação veio de entidades setoriais como UKHospitality, Night Time Industries Association e a National Pharmacy Association. Representantes apontaram que a política concentra-se apenas em pubs e casas de música, deixando de fora negócios que também sofrem com aumentos de custos.
Para setores como academias, lojas de conveniência e farmácias, o recuo em taxas é visto como insuficiente. Executivos alertaram para impactos em viabilidade, empregos e preços ao consumidor, além de pressões adicionais por custos operacionais e licenças.
Reação e impactos setoriais
Líderes da indústria da hospitalidade comparam a medida a um remendo diante de uma cobrança tributária ampla. Observam que a alta de impostos, IVA e encargos trabalhistas continua a afetar o fluxo de caixa de bares, restaurantes e hotéis.
Na visão de representantes de farmácias e centros de bem-estar, o benefício seletivo não aborda um peso financeiro que já ronda a operação diária de milhares de estabelecimentos. Eles pedem uma revisão de metodologia de cálculo das taxas, especialmente para hotéis e serviços de saúde.
O governo foi procurado para comentar, mas não houve resposta até o fechamento desta edição. A imprensa acompanha os impactos a partir de 1º de abril, quando entram em vigor as novas bases de cálculo.
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