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Corinthians aponta mais de R$ 700 milhões em dívidas como perda provável

Corinthians estima perdas prováveis acima de R$ 700 milhões em ações; plano no Regime de Centralização de Execuções estabelece cronograma de quitação

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  • Corinthians listou à Justiça de São Paulo perdas prováveis que somam mais de R$ 700 milhões em ações contingentes, conforme planilhas do Regime de Centralização de Execuções.
  • Cerca de R$ 300 milhões devem-se a débitos com agentes de atletas, incluindo Giuliano Bertolucci e Carlos Leite; André Cury aparece com mais de R$ 40 milhões.
  • Débitos com órgãos públicos representam mais de R$ 300 milhões; entre os nomes em discussão estão ex-jogadores como Gil, Robson Bambu, Thiaguinho, Giuliano e Ederson, com cerca de R$ 40 milhões.
  • Existem itens atípicos, como R$ 10 milhões de dívida com a família Tim Maia e a Warner/Chappell, além de R$ 16 milhões por não ter plantado 76.400 mudas de árvore no Parque Ecológico do Tietê.
  • A Justiça homologou o plano de pagamento no RCE, com início de quitação marcado para março; valor inicial aceito é de R$ 190 milhões, sujeitas a variações conforme novas ações entram na lista.

O Corinthians informou à Justiça de São Paulo um contingente superior a 700 milhões de reais em perdas prováveis dentro das ações que tramitam contra o clube no estado. Os números aparecem em planilhas anexadas ao Regime de Centralização de Execuções (RCE), na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

A ESPN teve acesso ao documento e o clube confirmou que os valores não representam dívidas líquidas e exigíveis, mas sim prognósticos processuais que podem ou não se confirmar. Entre os itens, há débitos com empresários, ex-jogadores e outras partes.

O montante com agentes chega a cerca de 300 milhões de reais. Giuliano Bertolucci aparece como principal credor, com comissões relacionadas a jogadores como Ramiro. Carlos Leite tem acima de 70 milhões a receber, envolvendo nomes como Cássio, Fagner, Camacho e Renato Augusto.

Estrutura do RCE e impactos

Outras dívidas atingem o fisco e órgãos públicos, somando mais de 300 milhões de reais distribuídos em diferentes ações. Ex-jogadores como Gil, Robson Bambu, Thiaguinho, Giuliano e Ederson figuram com cerca de 40 milhões em discussão judicial.

Existem itens atípicos, como uma dívida de 10 milhões com a família Tim Maia e a Warner/Chappell. Em outra frente, o clube tem pagamento de 16 milhões por não ter plantado 76.400 mudas de árvore no Parque Ecológico do Tietê.

Outros débitos incluem 1,2 milhão relacionado a acidente de trânsito envolvendo uma kombi do clube usada para transporte de alunos de uma escolinha. O Corinthians foi incluído na ação, conforme apurado pela ESPN.

A Justiça homologou, na semana passada, o plano de pagamento do RCE, com valor inicial de 190 milhões para execuções adiantadas. O pagamento deve começar já em março, com receitas de fevereiro utilizadas para quitar parte das obrigações.

Nota oficial do clube

O Corinthians informou que os valores no documento são estimativas auditadas de contingências, não dívidas certas. O clube destacou que a aprovação do RCE demonstra viabilidade financeira e organiza o pagamento do passivo real, sem comprometer a operação.

A instituição ressaltou que os números refletem um exercício de governança, não um passivo imediato a ser quitado integralmente no curto prazo. A nota enfatizou ainda a transparência e o cumprimento do rito legal do RCE.

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