- Bank of America prevê que o TMEC sobreviverá à revisão de julho, com avaliações anuais e ajustes potenciais em energia entre México, Estados Unidos e Canadá.
- A projeção indica crescimento de 1,2% da economia mexicana neste ano, após o 0,4% registrado em 2025.
- Aispiração de incertezas com o TMEC pode frear investimentos; após julho, a volatilidade deve diminuir, mas não zerar.
- O banco aponta uso do TMEC como instrumento de pressão dos EUA para obtenção de concessões comerciais e outras pautas, mantendo as tarifas mexicanas relativamente baixas.
- Inflação em 2026 é estimada em 4,1%; expectativa de cortes da Banxico para levar a taxa de juros a 6%; o peso pode atingir 17,30 por dólar em 2026, com possível depreciação para 18,25 no fim do ano.
O Bank of America reitera que o TMEC deve seguir ativo, embora com revisões anuais. A instituição aponta que o acordo entre México, EUA e Canadá deverá passar por avaliações periódicas, mantendo a trilateralidade, mas com temas de energia envolvendo México em aberto. A previsão foi feita pelo economista Carlos Capistrán.
Segundo a leitura do banco, as revisões anuais devem manter a incerteza para o ambiente de investimentos no México. A entidade sinaliza que a avaliação de julho trará ajustes, mas não deve romper o acordo. Em caso de ruptura, o cenário para o país seria significativamente mais fraco.
Capistrán argumenta que o TMEC é usado pelo governo dos EUA como instrumento de pressão para concessões comerciais, além de questões de comércio com China e políticas de migração e segurança. O México ainda mantém tarifas entre as mais baixas do mundo para exportações dentro do acordo.
Projeções para 2025 e 2026
A instituição aponta que, em 2025, a economia mexicana teve queda de investimento e consumo, com impacto de fatores globais sobre tarifas. A previsão para 2026 aponta inflação em queda, com cenário de 4,1% esperado, impulsionado por medidas fiscais e tarifas setoriais.
O BoA também prevê continuidade de cortes da inflação anual pelo Banco Central do México, visando levar a tasa de referencia a 6%. Em câmbio, o banco projeta o peso operando perto de 17,30 por dólar, com possível depreciação no segundo semestre, chegando a 18,25 em 2026.
Expectativas para o crescimento
A previsão do banco para o PIB mexicano em 2026 é de 1,2%, após o 0,4% registrado em 2025. A expectativa considera continuidade das exportações fortes e o potential impulso de eventos regionais de peso nos resultados de consumo. O cenário depende de evolução do TMEC e de fatores externos.
Capistrán ressalta que a produtividade mexicana permanece abaixo de patamares desejáveis, contrastando com ganhos nos EUA. O economista recomenda maior investimento em capital humano, infraestrutura e adoção tecnológica para fortalecer instituições e o estado de direito.
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