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Preço do petróleo cai enquanto mercados avaliam ações de Trump na Venezuela

Queda do petróleo acompanha anúncio de Trump sobre Venezuela; reguladores chineses avaliam exposição ao país e OPEC+ mantém pausa até abril

A Venezuelan oil worker at state company PDVSA’s shipment and storage terminal at Jose, 200 miles east of the capital, Caracas.
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  • O preço do petróleo caiu após investidores avaliarem a possibilidade de intervenções dos EUA na Venezuela, com Brent em US$ 60,33 o barril e WTI em US$ 56,01 o barril no início das negociações.
  • Trump afirmou que as empresas americanas vão investir na reconstrução da infraestrutura petrolífera venezuelana, o que pode ampliar a oferta global de petróleo.
  • Ali Moshiri, ex-diretor da Chevron, busca levantar US$ 2 bilhões para projetos de petróleo na Venezuela.
  • Reguladores chineses questionaram a exposição de bancos a ativos venezuelanos, solicitando informações de bancos reguladores e grandes credores.
  • O OPEP+ manteve a estratégia de pausa no aumento de produção até abril; ouro subiu cerca de 2%, prata e bitcoin também registraram alta, e mercados asiáticos iniciaram o ano em alta, com o Kospi alcançando recorde.

O preço do petróleo caiu nesta segunda-feira após o anúncio de que o presidente dos EUA, Donald Trump, pretende destravar as grandes reservas da Venezuela, o que pode ampliar a oferta mundial. O Brent recuou 0,7% e o WTI caiu 0,54% no início das negociações, com os mercados avaliando o impacto político. A Venezuela, que produz cerca de 1% da oferta global, detém aproximadamente 17% das reservas mundiais, segundo a EIA.

A medida levanta dúvidas sobre prazo e formato da intervenção e como isso afetaria a infraestrutura petrolífera local. Analistas destacam que a liberação pode ampliar a pressão baixista sobre os preços no curto prazo, caso entre em vigor rapidamente. Não houve confirmação pública, até o momento, de investimentos declarados por grandes empresas americanas.

Investimentos venezuelanos

Ali Moshiri, ex-presidente de operações da Chevron na América Latina, busca levantar US$ 2 bilhões para projetos na Venezuela. Em entrevista ao Financial Times, o executivo afirmou ter identificado ativos venezuelanos e estar preparando investimentos por meio do fundo Amos Global Energy Management.

A apresentação de Moshiri indica que o dinheiro seria captado por meio de um private placement memorandum já pronto, com alvos de investimento definidos. A ação ocorre em meio a sanções e desafios de infraestrutura que ocorrem há anos no país.

Reguladores e mercado financeiro

Reguladores chineses questionaram a exposição de bancos à Venezuela, segundo a Bloomberg. A medida faz parte de um cenário de preparação para eventuais choques financeiros ligados ao país sul-americano. O objetivo é entender riscos de crédito em um ambiente volátil.

OPEP+, produção e metais

O grupo OPEP+ manteve a estratégia de pausa em aumentos de produção até abril, sem sinal de mudança de rumo, mesmo com o cenário geopolítico regional em transformação. A decisão ajuda a calibrar o equilíbrio entre oferta e demanda global.

O ouro subiu cerca de 2% para US$ 4.413,93 por onça, enquanto a prata avançou até 3,5%. O bitcoin acompanhou a alta de ativos de refúgio, registrando alta de 1,1% para US$ 92.504.

Mercados asiáticos e cenário global

Índices asiáticos iniciaram o ano em alta, com o Kospi, da Coreia do Sul, registrando novo recorde. O clima de otimismo é atribuído à recuperação de indicadores tecnológicos e a liquidez internacional, em meio a volatilidade regional.

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