- Em 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou ataques à independência do Federal Reserve, incluindo pressão pública e ameaças de demissão a membros do comitê de política monetária.
- Um episódio marcante foi o confronto público com o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, durante visita à sede do banco central, sobre custos e prazos de renovação.
- Trump chegou a anunciar a demissão da governadora Lisa Cook, nomeada por Biden, em meio a acusações de fraude em imóveis; a decisão foi temporariamente bloqueada pelo judiciário.
- O mandado de Powell como chair (presidente do Fed) expira no fim de maio de 2026, e Trump sinalizou a escolha de um novo chair, nos temas; nomes avaliados incluem Kevin Warsh e Kevin Hassett.
- Economistas divergem sobre o impacto de uma liderança ocupada por aliados de Trump, mas o consenso é que o Fed continua firme na busca de equilíbrio entre inflação e emprego, mesmo com pressões políticas.
Em 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou ataques à independência do Federal Reserve, incluindo pressão pública e ameaças de demissão a membros do comitê que define a política monetária. O episódio mais marcante foi o embate público com o chair do Fed, Jerome Powell, durante visita à sede da instituição.
O governo acusa o Fed de demora na redução de juros e busca maior controle sobre decisões que afetam a inflação e o emprego. A swingset de ações da economia ficou marcada por tarifas, questões migratórias e sinais de desaceleração, usados por Trump para justificar intervenções no banco central.
Entre as ações divulgadas, esteve a tentativa de demitir a governadora Lisa Cook, nomeada pelo governo Biden. Cook lê a atuação do Fed como parte de um mandato técnico; o processo de afastamento envolve batalhas legais e decisões judiciais, com a Suprema Corte atuando para bloquear ou permitir a demissão.
Nos bastidores, Trump também sinalizou a busca por substituir Powell na cadeira do Fed. A expectativa é escolher um novo chair com mandato até 2026, com o objetivo de alinhar a política monetária ao alinhamento político desejado pelo governo.
Duas possibilidades apontadas no debate são Kevin Warsh, ex-governador do Fed, e Kevin Hassett, atual diretor do Conselho Econômico Nacional. A figura do chair é vista como influente, ainda que a decisão final envolva votos entre os 12 membros do comitê de política.
Economistas avaliam impactos potenciais de uma mudança no comando do Fed. Enquanto o chair atua como voz pública, a independência da instituição é fundamental para a confiança de mercados e investidores. O momento também é influenciado pelas projeções de juros futuras.
Conforme o ano avança, a taxa de juros oscila entre 3,5% e 3,75%, cerca de 2 pontos percentuais abaixo do patamar de dois anos atrás. A independência do Fed permanece sob escrutínio, mas o mercado continua monitorando os desdobramentos políticos e as decisões sobre a composição do comitê de política monetária.
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