- O Pix completou cinco anos em novembro, lançado pelo Banco Central em 2020, mas ainda exclui 23,6% da população brasileira.
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- A principal barreira é o acesso à internet e a smartphones, além de dificuldades de uso, principalmente em áreas rurais, com menor escolaridade e renda.
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- O Idec lista grupos excluídos: pessoas com pouca escolaridade, baixa renda, moradores de áreas rurais, sem internet e pessoas com deficiência.
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- A adesão é maior entre jovens e quem ganha mais; entre quem tem renda até dois salários mínimos, a adesão é menor. Pessoas com mais de sessenta anos têm menor uso do Pix (43,9%).
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- Para ampliar a inclusão, há propostas de interfaces mais simples, suporte presencial ou por telefone e a ideia do Pix Offline, ainda sem previsão de implantação completa para 2027.
O Pix, lançado pelo Banco Central em 2020, completa cinco anos ainda deixando parte da população sem acesso. Dados do BC indicam que 23,6% dos brasileiros não utilizam a ferramenta, mesmo com a redução de custos e a promessa de pagamentos instantâneos. A adesão era de 76,4% em 2023, segundo a instituição.
Consulta de especialistas aponta que a exclusão atinge principalmente pobres, idosos, agricultores e quem tem menor escolaridade. Problemas de internet, smartphones inadequados e pouca familiaridade com tecnologia complicam a adoção do Pix, mesmo com o objetivo de universalizar transferências.
Quem são os excluídos
A análise do Idec identifica grupos vulneráveis: pessoas com pouca escolaridade, renda baixa, áreas rurais, ausência de internet e deficiência. Barreiras cognitivas, técnicas e estruturais dificultam o uso de pagamentos digitais.
Dados do BC mostram maior uso entre jovens: 91,2% de 25 a 34 anos. Entre quem tem mais de 60 anos, a taxa cai para 43,9%. A adesão também é menor entre quem ganha até dois salários mínimos. Aspectos regionais e de renda influenciam o acesso.
Conectividade e educação digital
A conectividade é problema central. A pesquisa TIC Domicílios 2025 aponta que 15% não usam a internet. Nas classes A, 99% têm conexão; nas D e E, 73%. A maioria dos usuários depende de planos de dados caros, o que reduz a frequência de uso do Pix.
Escolaridade também pesa. O Inaf 2024 revela 29% de analfabetos funcionais entre 15 e 64 anos, com 71% desse grupo com baixo desempenho digital. Quem tem alfabetização alta apresenta maior domínio das ferramentas digitais.
Caminhos para ampliar a inclusão
Especialistas defendem ampliar a inclusão sem deixar de lado a qualidade do acesso. Interface mais simples, suporte presencial ou por telefone, e adaptações para diferentes níveis de habilidade digital são apontados como medidas eficazes.
O Pix Offline é objetivo citado como possível solução, permitindo transações sem internet. A ideia estava no radar do BC, mas ficou para 2027, segundo fontes, mantendo ainda a dependência de conexão para muitos usuários.
Ainda assim, casos práticos ajudam a entender
Casos individuais ilustram a realidade de quem não domina a ferramenta. Pessoas com internet instável ou sem recursos para smartphones recorrem a alternativas como pagamento em dinheiro ou uso compartilhado de vizinhos.
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