- A estimativa global de gastos com inteligência artificial deve chegar a US$ 375 bilhões até o fim deste ano, com projeção de mais de US$ 3 trilhões por ano até 2030.
- A SoftBank anunciou a aquisição da DigitalBridge por US$ 4 bilhões para acelerar infraestrutura necessária para treinar, implantar e operar IA.
- Stargate: o presidente Donald Trump anunciou que OpenAI, SoftBank e Oracle criarão uma empresa chamada Stargate, com investimento de até US$ 500 bilhões para infraestrutura de IA nos EUA e geração de 100 mil empregos.
- OpenAI e Oracle fecharam acordo para a compra de capacidade computacional de US$ 300 bilhões nos próximos cinco anos.
- Nvidia investirá US$ 100 bilhões na OpenAI, para sustentar uso de até 10 gigawatts de seus sistemas na infraestrutura de IA.
A queda de atenção com IA cresce à medida que investimentos aceleram a infraestrutura necessária para treinar, implantar e operar sistemas de inteligência artificial. Na semana passada, a SoftBank anunciou a compra da DigitalBridge por US$ 4 bilhões, para acelerar esse ecossistema.
A operação envolve ativos de data centers, torres de telefonia, redes de fibra e outras infraestruturas digitais, com o objetivo de viabilizar grandes projetos de IA. Analistas veem o negócio como parte de um movimento de investimentos em IA de alto valor.
A estimativa de gastos globais com IA também avançou. O UBS projeta US$ 375 bilhões neste ano, subindo para acima de US$ 3 trilhões até 2030. O montante sinaliza uma corrida por capacidade computacional e infraestrutura.
O otimismo, porém, é acompanhado de receios. Pesquisas indicam que ações de tecnologia podem estar supervalorizadas frente ao entusiasmo com IA, e correções abruptas são citadas por especialistas.
Maiores acordos de IA
1. US$ 500 bilhões: Trump anunciou Stargate, com OpenAI, SoftBank e Oracle, para infraestrutura de IA nos EUA, gerando até 100 mil empregos.
2. US$ 300 bilhões: OpenAI fechará contrato com Oracle para cerca de 4,5 GW de capacidade, nos próximos cinco anos.
3. US$ 100 bilhões: OpenAI e Nvidia firmam parceria com aporte da Nvidia de US$ 100 bilhões para uso de 10+ GW de sistemas.
4. US$ 50 bilhões: Amazon investe para expandir IA e supercomputação voltadas a clientes governamentais, com cerca de 1,3 GW adicionais.
5. US$ 50 bilhões: Anthropic planeja infraestrutura no Texas e Nova York, criando centenas de empregos.
6. US$ 40 bilhões: Oracle comprará chips de IA da Nvidia para o data center da OpenAI em Abilene, TX.
7. US$ 38 bilhões: OpenAI e Amazon fecham acordo de uso de nuvem por sete anos, com fornecimento de GPUs Nvidia.
8. US$ 30 bilhões: Oracle aponta acordos de nuvem, incluindo parceria com a OpenAI.
9. US$ 30 bilhões: Anthropic compra capacidade de computação em nuvem da Microsoft; Nvidia e Microsoft aportam na empresa.
10. US$ 25 bilhões: Google planeja investir em data centers e infraestrutura de IA para ampliar capacidade.
11. US$ 22,4 bilhões: CoreWeave amplia acordo com OpenAI para fornecer serviços de nuvem e data centers.
12. US$ 20 bilhões: Oracle e Meta firmam acordo de nuvem para IA.
13. US$ 10 bilhões: Intel poderia ter participação governamental de 10% na empresa, segundo Trump.
14. US$ 6,3 bilhões: Nvidia adquirindo serviços de nuvem pela CoreWeave até 2032.
15. US$ 6,2 bilhões: Projeto Prometheus recebe financiamento de Jeff Bezos e outros, com liderança co-CEO.
16. US$ 4 bilhões: SoftBank compra DigitalBridge para avançar IA e infraestrutura digital.
17. US$ 2 bilhões: Nvidia investe na Synopsys para ampliar uso de IA em design de chips e nuvem.
18. US$ 1 bilhão: Disney investe em licenciamento com OpenAI para geração de vídeos com personagens protegidos.
19. US$ 1 bilhão: Departamento de Energia dos EUA firma parceria com AMD para dois supercomputadores com IA, com operação inicial em seis meses.
Rede de acordos
A maioria das grandes players já está conectada por investimentos cruzados, iniciados com a Microsoft na OpenAI em 2019. A relação se expandiu com aportes subsequentes entre Google, Amazon, Nvidia, Oracle e outras empresas.
Economistas comparam o fluxo de capital a períodos de bolha financeira, como a internet no fim dos anos 1990. A ideia é que a sequência de investimentos possa inflar valores além de retornos imediatos.
O debate envolve também as avaliações de startups de IA, com pesquisas indicando que muitos projetos ainda não geraram lucro, apesar dos investimentosmaciços. O cenário aponta para um mercado em transformação rápida.
A análise está em curso entre bancos, gestores e pesquisadores, que ponderam riscos de overhang de capital versus ganhos de inovação. Emissão de novas métricas e transparência são reivindicadas para o setor.
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