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Kinea amplia participação na Petz antes da fusão com Cobasi

Kinea eleva participação na Petz às vésperas da fusão com Cobasi, sinalizando aposta na criação do maior grupo de produtos para animais no Brasil

Kinea e Tefra compraram mais ações da Petz no mercado para aumentar participação na empresa combinada, enquanto o fundador Sergio Zimerman reduziu sua fatia de 45% para 41%
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  • A Kinea elevou a participação na Petz para 16,33% (junto com a Tefra), sinalizando aposta na fusão com a Cobasi.
  • A operação mantém a engenharia anterior:Pet z se tornará subsidiária da Cobasi, com ações convertidas para 52,6% da empresa combinada, e cobasi ficará com 47,4%.
  • Quando a fusão se concretizar, os papéis da Petz se transformarão automaticamente em ações da Cobasi.
  • O fundador e maior acionista individual da Petz, Sergio Zimerman, passa a deter 41% da Petz, dividindo espaço com os controladores da Cobasi.
  • A aprovação do Cade vem com a venda de 26 lojas em São Paulo para evitar concentração, resultando em um grupo com mais de quinhentas lojas no país.

A gestora Kinea, controlada pelo Itaú, elevou sua participação na Petz (PETZ3) para 16,33% às vésperas da conclusão da fusão com a Cobasi. A operação também envolve a Tefra Participações, parceira da Cobasi, mantendo a diretriz anunciada em 2024.

A formalização da fusão criará o maior grupo de produtos para animais do Brasil. A Petz se tornará subsidiária da Cobasi, com a conversão de cada ação em participação na empresa resultante de 52,6% para os acionistas da Petz e 47,4% para os da Cobasi.

Kinea e Tefra compraram mais ações da Petz no mercado, ampliando o controle indireto sobre a Cobasi. Assim, ao concluir a operação, esses papéis se converterão automaticamente em ações da Cobasi, fortalecendo a participação dos dois grupos no novo conglomerado.

Do lado de Petz, o fundador Sergio Zimerman permanece como maior acionista individual, com participação de 41%, após a reconfiguração acionária.

A fusão, anunciada em agosto de 2024, recebeu aprovação do Cade apenas em 10 de dezembro de 2025. A autarquia exigiu a venda de 26 lojas no estado de São Paulo para evitar concentração excessiva.

Com a venda, o grupo combinando terá mais de 500 lojas em todo o Brasil. A operação envolve ainda o pagamento de uma ação preferencial resgatável aos acionistas da Petz, estimada em R$ 0,71 por papel, totalizando cerca de R$ 270 milhões.

A transação será negociada na B3 sob o ticker AUAU3, datas de conclusão ainda dependentes de condições regulatórias finais e ajustes entre as partes.

Analistas do BTG Pactual, em visão inicial, reconhecem a lógica estratégica da fusão, apontando sinergias de custos e fortalecimentos da presença omnichannel. Contudo, citam cenário macro desafiador para confirmar ganhos robustos.

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