- A Kinea elevou a participação na Petz para 16,33% (junto com a Tefra), sinalizando aposta na fusão com a Cobasi.
- A operação mantém a engenharia anterior:Pet z se tornará subsidiária da Cobasi, com ações convertidas para 52,6% da empresa combinada, e cobasi ficará com 47,4%.
- Quando a fusão se concretizar, os papéis da Petz se transformarão automaticamente em ações da Cobasi.
- O fundador e maior acionista individual da Petz, Sergio Zimerman, passa a deter 41% da Petz, dividindo espaço com os controladores da Cobasi.
- A aprovação do Cade vem com a venda de 26 lojas em São Paulo para evitar concentração, resultando em um grupo com mais de quinhentas lojas no país.
A gestora Kinea, controlada pelo Itaú, elevou sua participação na Petz (PETZ3) para 16,33% às vésperas da conclusão da fusão com a Cobasi. A operação também envolve a Tefra Participações, parceira da Cobasi, mantendo a diretriz anunciada em 2024.
A formalização da fusão criará o maior grupo de produtos para animais do Brasil. A Petz se tornará subsidiária da Cobasi, com a conversão de cada ação em participação na empresa resultante de 52,6% para os acionistas da Petz e 47,4% para os da Cobasi.
Kinea e Tefra compraram mais ações da Petz no mercado, ampliando o controle indireto sobre a Cobasi. Assim, ao concluir a operação, esses papéis se converterão automaticamente em ações da Cobasi, fortalecendo a participação dos dois grupos no novo conglomerado.
Do lado de Petz, o fundador Sergio Zimerman permanece como maior acionista individual, com participação de 41%, após a reconfiguração acionária.
A fusão, anunciada em agosto de 2024, recebeu aprovação do Cade apenas em 10 de dezembro de 2025. A autarquia exigiu a venda de 26 lojas no estado de São Paulo para evitar concentração excessiva.
Com a venda, o grupo combinando terá mais de 500 lojas em todo o Brasil. A operação envolve ainda o pagamento de uma ação preferencial resgatável aos acionistas da Petz, estimada em R$ 0,71 por papel, totalizando cerca de R$ 270 milhões.
A transação será negociada na B3 sob o ticker AUAU3, datas de conclusão ainda dependentes de condições regulatórias finais e ajustes entre as partes.
Analistas do BTG Pactual, em visão inicial, reconhecem a lógica estratégica da fusão, apontando sinergias de custos e fortalecimentos da presença omnichannel. Contudo, citam cenário macro desafiador para confirmar ganhos robustos.
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