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Depoimentos à PF no caso Banco Master serão apresentados

Depoimentos presenciais no STF de Vorcaro, Costa e Ailton de Aquino, com definição sobre acareação pela PF, ligados à venda do Banco Master ao BRB

Depoimentos serão colhidos pela PF na sede do STF, na presença de um juiz auxiliar de Toffoli. (Foto: Wallace Martins/STF)
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  • Nesta terça-feira, depoimentos presenciais no STF a partir das 14h de Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa e Ailton de Aquino Santos, na sede em Brasília.
  • A delegada responsável decidirá se haverá acareação entre os envolvidos.
  • Inicialmente, a acareação foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, mas a decisão final ficou sob responsabilidade da Polícia Federal, com apoio de juiz auxiliar.
  • Os depoimentos estão ligados à tentativa de venda do Banco Master ao BRB, anunciada em março de 2025 e vetada pelo Banco Central em setembro, seguida da prisão de Vorcaro e da liquidação do banco.
  • O processo tramita em sigilo; a PF busca esclarecer fraudes em contratos de crédito que teriam lastreado cerca de R$ 12,2 bilhões entre BRB e Master.

Nesta terça-feira (30), a Polícia Federal vai ouvir, presencialmente, três envolvidos no caso do Banco Master. Os depoimentos ocorrerão na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, a partir das 14h. A acareação entre as partes pode ou não ocorrer, conforme decisão da PF.

Os chamados a depor são Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Banco Central. A PF instruirá o processo com base em diligências internas e documentos sigilosos.

Contexto do caso

A audiência está ligada à tentativa de venda do Master ao BRB, anunciada em março de 2025 e vetada pelo BC em setembro seguinte. A liquidação do banco foi decretada pelo BC após apontamentos de irregularidades e riscos relevantes.

Na investigação, o STF assumiu parte do processo após a PF localizar um documento que citava negociação imobiliária envolvendo um deputado federal. O procedimento tramita em sigilo, com acompanhamento de um juiz auxiliar do gabinete do ministro relator.

Histórico institucional

A liquidação foi aprovada pela diretoria do BC, incluindo o presidente Gabriel Galípolo, mas Ailton de Aquino teria resistido à medida internalmente. A PF busca entender se houve conluio entre autoridades ou contradições entre os depoentes.

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