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Consumidores do Reino Unido ainda relutam em gastar em 2026, aponta KPMG

Consumidores britânicos mantêm relutância de gastar em 2026, com 56% confiantes na renda, mas 58% receosos com a saúde da economia, aponta KPMG

Consumers are still coping with the high cost of food and energy after several years of soaring inflation.
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  • Nova sondagem da KPMG, com 3.000 entrevistados, aponta retenção de gastos em 2026, com foco em alimentação fora de casa e itens de alto valor.
  • Em 2026, 56% dos respondentes dizem sentir-se financeiramente seguros, queda de 1 ponto percentual em relação ao início de 2025, enquanto 58% estão preocupados com a saúde da economia.
  • A inflação, medida pelo índice de preços ao consumidor, desacelerou para 3,2% em novembro, mas ainda há pressão de custo de vida.
  • O Bank of England cortou a taxa de juros para 3,75%.
  • Medidas orçamentárias influenciam a renda real: o governo destacou aumento de salários, redução de contas de energia e congelamento de tarifas em áreas como energia, combustível e transporte.

O consumidor britânico segue contido: mesmo com sensação de segurança financeira, a vontade de gastar cai para 2026. A conclusão vem de uma sondagem da KPMG com 3.000 entrevistados na Q4/2025.

O estudo aponta que a preocupação com a saúde da economia continua a limitar compras, especialmente em restaurantes e bens de alto valor como carros e móveis. A inflação alta persiste, pressionando o custo de vida.

Segundo a KPMG, 56% dos entrevistados se sentem financeiramente estáveis em 2026, queda mínima em relação ao início de 2025. Ainda assim, 58% citam a saúde da economia como preocupação.

A pesquisa também mostra que famílias com renda maior e pessoas com 65 anos ou mais estão entre as mais pessimistas quanto ao cenário econômico.

Ao mesmo tempo, o Banco da Inglaterra cortou a taxa de juros de 4,0% para 3,75%, em meio a sinais de desaceleração inflacionária. A queda é vista como estímulo a investimentos e consumo.

Analistas apontam que reduções de juros, aliados à inflação menor, podem favorecer confiança de negócios e famílias, desde que o orçamento público mantenha previsibilidade.

A pesquisa distingue que jovens entre 35 e 44 anos mostram maior otimismo: 24% veem melhoria econômica, ante 13% na média. Expectativa de estabilização se mantém fraca entre idosos.

O governo destacou impactos das políticas recentes, como aumento do salário mínimo e cortes pontuais de tarifas, ressaltando impacto negativo na renda real apenas em cenário de inflação alta persistente.

Contexto econômico

A sondagem reforça que o clima econômico permanece volátil, apesar de melhora pontual na percepção desde o terceiro trimestre. O resultado acende o debate sobre o papel fiscal na recuperação.

O governo federal britânico sustenta que ganhos salariais reais ajudam a sustentar consumo. Fontes do Tesouro citam aumento do salário mínimo e reduções de custos para famílias, como energia.

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