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Bitcoin é apresentado como solução após rial iraniano atingir mínimo histórico

Rial atinge 1,42 milhão por dólar, desencadeando as maiores manifestações em três anos; governador do banco central renuncia e Hemmati assume, enquanto Bitcoin é citado como proteção

Bitcoin Offered as Solution After Iran's Rial Plunges to All-Time Low
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  • O rial atingiu 1,42 milhão por dólar, provocando as maiores manifestações em três anos, com comerciantes fechando lojas em Teerã e outras cidades.
  • O governador do banco central, Mohammad Reza Farzin, renunciou na segunda-feira.
  • Abdolnaser Hemmati foi indicado para substituir Farzin no comando do banco central.
  • Houve greves nacionais em centros comerciais, incluindo o Grande Bazar de Teerã, com paralisações que se estenderam a Isfahan, Shiraz e Mashhad.
  • Hunter Horsley, CEO da Bitwise, destacou o bitcoin como proteção diante do colapso monetário.

O rial iraniano atingiu um patamar histórico, chegando a 1,42 milhão por dólar. O fato ocorreu no fim de semana, desencadeando as maiores manifestações em três anos em cidades como Teerã, Isfahan, Shiraz e Mashhad. Comerciantes fecharam lojas e pediram ação imediata do governo para estabilizar a economia.

O governador do banco central, Mohammad Reza Farzin, apresentou a renúncia na segunda-feira, em meio às pressões de desvalorização da moeda e de protestos. Abdolnaser Hemmati, ex-ministro da Economia, foi anunciado como substituto, em meio a uma anunciada reformulação monetária.

Greves atingiram centros comerciais de Teerã, com o Grand Bazaar fechando por dois dias consecutivos. Mercadores de setores como ferro, eletrônicos e telefonia móvel ocuparam vias centrais, enquanto os manifestantes repetiam palavras de protesto contra o governo.

O governo relatou que a inflação segue elevada, com perdas em áreas como alimentação e itens médicos. Dados oficiais apontam alta de preços e impactos na vida cotidiana, agravando a desorganização econômica e a pressão social.

Presidente Masoud Pezeshkian pediu diálogo com líderes dos protestos, instruindo o ministro do Interior a buscar respostas por meio de representantes. A imprensa estatal descreveu o movimento como econômico, mas sinais de coordenação foram observados por agências alinhadas ao governo.

A crise cambial ocorre em um contexto de sanções, quedas de comércio e tensões regionais. Analistas destacam que a desvalorização acentuada aumenta o custo de importações e alimenta a insatisfação popular, elevando o desafio para o novo governo.

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