- O Banco Central informou ao Tribunal de Contas da União sobre uma nova investigação sigilosa encaminhada ao Ministério Público Federal, envolvendo fraudes supostamente cometidas pelo conglomerado Master para continuar operando.
- O BC já apontava fraudes anteriores avaliadas em aproximadamente R$ 12,2 bilhões e descreve novas irregularidades sob apuração pela Polícia Federal.
- Em maio deste ano, o Master firmou contrato de assistência de liquidez com o Fundo Garantidor de Crédito, para honrar compromissos com clientes que não conseguia sustentar.
- O relatório detalha negociações sem êxito para aportes de capital e transações irregulares entre Master e BRB na tentativa de venda para o setor público do Distrito Federal.
- Em 30 de novembro de 2025, o secretário Ailton de Aquino Santos deve depor à PF e a um juiz auxiliar do ministro Dias Toffoli; pode haver acareação com Daniel Vorcaro e Paulo Henrique da Costa.
Em resposta ao TCU, o Banco Central informou à imprensa sobre uma nova investigação sigilosa enviada ao Ministério Público Federal. Segundo o BC, as fraudes teriam sido cometidas pelo conglomerado do banco Master para tentar manter as operações, além das irregularidades já identificadas na soma de R$ 12,2 bilhões.
O BC também revelou que o Master firmou, em maio deste ano, um contrato de assistência de liquidez com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para honrar compromissos com clientes. O documento lista negociações fracassadas para aportes, além de transações irregulares entre o Master e o BRB na tentativa de venda do banco ao setor público do DF.
Detalhes da nova fraude e avaliação institucional
O relatório de quinze páginas descreve dificuldades financeiras e fraudes sob investigação da Polícia Federal. Indica desvios de recursos movidos por fundos envolvidos no caso Carbono Oculto, relacionado à máfia dos combustíveis. O texto também sustenta que o BC agiu após pressão institucional e de parlamentares.
Situação financeira e medidas tomadas
No dia 4 de maio de 2025, o Master assinou contrato com o FGC para obter liquidez de curto prazo. O acordo proibiu a captação de recursos via CDBs com juros acima de 100% do CDI. Mesmo assim, o Master apresentava crédito suficiente apenas para manter operações mínimas.
Desempenho de liquidez entre maio e outubro de 2025
Entre maio e outubro, o Master conseguiu captar apenas R$ 90,2 milhões com taxas inferiores a 100% do CDI. No mesmo período, o FGC destinou cerca de R$ 4,3 bilhões para quitar CDBs emitidos pelo banco, o que evidencia limitações estruturais para manter a instituição.
Depoimentos e próximos passos
O ministro do TCU, Jonathan de Jesus, pediu o envio do relatório ao Ministério Público Federal, classificando a decisão do BC como inusual. Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização, deporá à PF e a um juiz auxiliar do ministro Dias Toffoli, com possibilidade de acareação com o proprietário do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique da Costa.
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