- Arancel de cinquenta por cento imposto pelos Estados Unidos sobre o aço mexicano é considerado injusto e irracional pela Deacero, que ressalta impacto direto nas exportações para o EUA, com queda de 27% nas remessas de janeiro a outubro de 2025 em relação ao mesmo periodo de 2024.
- México importa mais aço do que exporta aos Estados Unidos, gerando déficit superior a quatro bilhões de dólares por ano; há preocupação com o aumento de importações asiáticas, especialmente de Vietnam e Malásia, que complicam a competição.
- Governo mexicano avalia ampliar aranceles para aço de Vietnam e Malásia e eliminar programas de importação temporária, para reduzir a triangulação de aço chinês e fortalecer produção doméstica.
- Deacero anuncia investimento de 1,2 bilhão de dólares em uma nova planta em Ramos Arizpe, Coahuila, com criação estimada de 3.500 empregos diretos, prevista para inauguração em junho de 2026, visando produzir vigas de grande porte.
- Há expectativa de continuidade do Acordo Estados Unidos–México–Canadá (TMEC) após 2026; debate sobre medidas de política industrial e controle aduaneiro, com ênfase na necessidade de investimentos, regras estáveis e comércio justo para a indústria siderúrgica.
O aço mexicano enfrenta a crise mais profunda em 17 anos após os Estados Unidos impor arancel de 50% às exportações do país. A medida impacta fortemente a Deacero e o setor, com reflexos na produção, empregos e negociações com o governo mexicano.
A Deacero, em nota não publicada neste texto, aponta que o déficit com o mercado americano indica vulnerabilidade da cadeia produtiva. O peso do arancel amplia o desafio de competir com aço importado de outros países, especialmente asiáticos, que ganham espaço no México.
Entre os fatores citados estão as importações de Vietnam e Malasia, além da triangulação de aço chinês via terceiros. O setor também analisa a retirada de programas de importação temporária, sob a lente de fortalecer o conteúdo nacional e a competitividade industrial.
Expansão estratégica
A empresa planeja investir 1,2 bilhão de dólares em uma nova planta em Ramos Arizpe, Coahuila, com 3.500 empregos diretos. A inauguração está prevista para junho de 2026, e a planta deverá produzir vigas de até 27 polegadas para obras de grande porte, como edifícios e pontes.
A iniciativa busca ampliar o conteúdo de produção local e reduzir a dependência de importações. O projeto ocorre em contexto de debate sobre ampliar aranceles para Vietnam e Malasia e de avaliar o papel do TMEC após 2026, quando o acordo vence a cada revisão.
A direção da Deacero afirma que o TMEC precisa seguir vigente para manter a segurança de investimentos no México e que, sem acordo, a dependência de insumos importados pode aumentar. Além disso, a empresa ressalta a necessidade de políticas de investimento estáveis e controle aduaneiro mais eficaz.
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