- Em 2025, investidores aprovaram um pacote de remuneração para Elon Musk que pode chegar a até US$ 1 trilhão, associado ao desempenho da Tesla.
- Musk manteve aproximação com Donald Trump, chegou a atuar como uma espécie de copresidente no governo norte‑americano e influenciou decisões orçamentárias.
- A fortuna de Musk atingiu cerca de US$ 745 bilhões, enquanto a reputação enfrentou polêmicas ligadas ao DOGE, à política e a questões pessoais.
- A SpaceX pode abrir o capital em 2026, com avaliação estimada em US$ 800 bilhões, enquanto a Tesla encara avanços e entraves em robotáxis e regulações na Califórnia.
- A Tesla passou por queda nas vendas de veículos elétricos em 2024/2025, enfrenta atrasos e custos com o projeto de robotáxis, além de desafios regulatórios e de competitividade global.
Entre 2024 e 2025, Elon Musk manteve o centro das atenções por sua proximidade com Trump, DOGE e promessas ambiciosas sobre robôs e carros autônomos. Em 2025, investidores aprovaram um pacote de remuneração que pode chegar a US$ 1 trilhão, impulsionando rumores sobre a criação de riqueza e o controle acionário da Tesla. A SpaceX é apontada como possível IPO em 2026, com avaliação estimada em US$ 800 bilhões.
O pacote de remuneração foi aprovado pelos investidores da Tesla no fim de 2025, em meio a resultados financeiros voláteis. A empresa enfrenta queda nas vendas de veículos elétricos no ano, especialmente nos EUA e em mercados concorrentes, enquanto investidoras consideram impactos de longo prazo da estratégia de Musk. A expectativa de valer até US$ 1 trilhão depende de metas de desempenho ligadas ao capital próprio.
A promessa de IPO da SpaceX para 2026 aumenta as possibilidades de o empresário ampliar ainda mais sua fortuna, com valorização prevista da empresa de foguetes. A avaliação de US$ 800 bilhões colocaria Musk entre os primeiros trilionários, antes mesmo do próximo pagamento em ações da Tesla, previsto para 2035.
Robôs e robotáxis
A Tesla avança na promessa de robôs humanoides e no programa de robotáxis, com foco de produção em Fremont, Califórnia. O custo estimado por unidade do que Musk chama de exército de robôs seria em torno de US$ 20 mil, mas ainda depende de avanços técnicos e de infraestrutura de operação autônoma sem motorista de segurança.
Os recentes vídeos de falhas de funcionamento mostram que a tecnologia ainda depende de supervisão humana em várias etapas. Enquanto isso, a Tesla continua a depender de automóveis, baterias e serviços de recarga para receita, ainda que as vendas globais apresentem sinais de desaceleração diante da concorrência, especialmente na China.
Regulação e mercado
A Tesla enfrenta investigações federais sobre o software de condução autônoma e autoplanejavel, além de entraves regulatórios na Califórnia que impactam a comercialização de funções associadas ao Full Self-Driving. O estado suspendeu temporarily as vendas, enquanto decisões judiciais questionam o uso de termos parcialmente automatizados.
A marca sofreu um recuo no valor da imagem entre montadoras globais, com a Interbrand apontando queda expressiva no reconhecimento da marca. Analistas veem a necessidade de diversificação de produtos, incluindo robôs humanoides, para sustentar o crescimento da Tesla diante da concorrência internacional.
Perspectivas e avaliação de mercado
Especialistas ressaltam que a trajetória de Musk depende de resultados consistentes em novas áreas, não apenas de desempenho dos veículos. O conselho da Tesla é citado como elemento central na governança, diante de decisões que afetam a percepção de valor pelos acionistas.
Entre investidores, há quem considere que a estratégia pode transformar a empresa além do segmento automotivo, com foco potencial em robótica e soluções de mobilidade. Outros apontam que a demanda por carros elétricos pode reduzir a atratividade de investimentos caso a inovação não acompanhe o ritmo de mercado.
Entre na conversa da comunidade