- O setor britânico de cerâmica enfrenta crise causada por custos elevados de energia, importações baratas e subinvestimento, ameaçando empregos e parte da identidade nacional.
- O segmento sustenta cerca de 20 mil empregos e está em ponto crítico devido ao cenário atual.
- Sindicatos e o think tank Green Alliance pedem ação rápida do governo: ajuste no preço do gás, redução de burocracia, apoio à descarbonização e modernização com capital.
- O governo diz que já há medidas em curso, como o programa supercharger e o novo esquema de competitividade industrial britânica, que visam reduzir contas de energia para manufatura.
- Autoridades ressaltam que as ações devem avançar com rapidez para evitar a perda de capacidades estratégicas do setor.
A indústria cerâmica do Reino Unido enfrenta um risco crítico devido a custos elevados de energia, importações baratas e subinvestimento, o que já vem ameaçando milhares de empregos. Organizações sindicais e o think tank Green Alliance pedem ação rápida do governo para evitar a perda de um relevante setor industrial.
Um levantamento conjunto aponta que cerca de 20 mil empregos na cerâmica estão em jogo, ampliando a pressão econômica sobre comunidades tradicionais. O setor acusa o governo de não avançar com medidas suficientes para enfrentar o alto custo de energia e a prática de importações baratas.
A análise destaca também o papel estratégico da cerâmica para outras indústrias, como defesa, medicina e manufatura avançada. Sindicatos argumentam que a proteção do setor é essencial para a identidade nacional e para a cadeia produtiva do país.
Pedidos de ação
Sindicatos apontam necessidade de ajuste no preço do gás, redução de burocracia e suporte à descarbonização com capital para modernização. A Green Alliance defende medidas rápidas e estruturais para reduzir custos energéticos industriais.
O governo ressalta ações já em curso, como o programa supercharger, que visa baixar preços de energia, e o novo British Industrial Competitiveness Scheme, com potencial de reduzir as contas de eletricidade para manufatura em até 25%.
Organizações citadas enfatizam que as medidas anunciadas até agora não bastam. A recomendação é acelerar o ritmo de intervenções, combinando apoio financeiro com políticas de competitividade e de transição para fontes mais limpas.
Fontes oficiais asseguram que a estratégia industrial já contempla apoio a setores intensivos em energia, incluindo a cerâmica, e que as iniciativas devem impactar positivamente o custo de produção e a capacidade de modernização do parque industrial.
Entre na conversa da comunidade