- A análise do Guardian mostra queda acentuada em posts sobre Pride entre 20 grandes empresas do Reino Unido e dos Estados Unidos: queda de 92% desde 2023 no Reino Unido e 54% em 2025 nos EUA.
- No Reino Unido, 2023 teve 52 menções; em 2024 foram 27; em 2025, apenas quatro posts sobre Pride.
- Nos EUA, 2023 registraram-se 39 posts; 2024 teve 21; 2025 chegou a 18, representando queda de 54% em relação a 2024; Apple foi a exceção, com aumento de 22%.
- O recuo é associada a ações de Donald Trump e a ordens executivas de 2025 que revisaram programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) no governo federal e impactaram estratégias privadas.
- Organizações ressalvaram que a presença nas redes não substitui ações concretas de inclusão, com líderes de LGBTQ+ e especialistas chamando a atenção para o “mostrar o compromisso no dia a dia” além de campanhas pontuais.
Publicamente, grandes empresas britânicas e americanas reduziram significativamente a presença de Menções ao Pride em redes sociais entre 2023 e 2025, em meio a debates sobre políticas DEI e temas LGBTQ+. A queda alcoolhou o debate sobre o alcance dessas ações.
Entre 2023 e 2025, as 10 maiores companhias do Reino Unido viram as menções a Pride caírem 92%, com 52 posts em 2023, 27 em 2024 e apenas 4 em 2025. O recuo acompanha tendência similar entre grandes empresas americanas.
O estudo analisou contas voltadas ao público de 20 empresas, 10 no Reino Unido e 10 nos EUA, com foco nas plataformas Facebook, Instagram e X. A Apple foi a exceção, elevando o volume de publicações sobre Pride entre 2023 e 2025.
Mudança de cenário global
No Reino Unido, HSBC foi o grupo com maior probabilidade de manter publicações sobre Pride, ainda que em queda de 94% no período. AstraZeneca, Shell e Unilever registraram os menores níveis de postagens entre 2023 e 2025, conforme o levantamento.
Nos EUA, 39 posts relacionados a Pride foram identificados em 2023 entre empresas como Alphabet, Amazon, Apple, Berkshire Hathaway, Broadcom, Eli Lilly, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla. Em 2024 houve queda de 46% e, em 2025, de 54%.
Reações e leituras
Analistas e organizações de direitos argumentam que a visibilidade pública nem sempre reflete a prática diária de inclusão. Especialistas ressaltam que ações constantes no ambiente de trabalho e apoio a programas internos costumam ter efeito mais efetivo que a presença em redes sociais.
Pesquisas de mercado indicam que ajustes orçamentários de DEI impactam redes de Pride, especialmente entre equipes de diversidade. Ainda assim, especialistas afirmam que o compromisso com inclusão pode continuar mesmo com mudanças na comunicação externa.
Responta das empresas
Grupos como Arm Holdings, AstraZeneca, GSK, British American Tobacco, HSBC, Linde, Rolls-Royce, Shell e Unilever destacam que a inclusão faz parte de suas culturas, com ações contínuas além das redes sociais. Empresas afirmam manter programas internos e parcerias.
Nos EUA, Apple aparece como exceção ao recuo, ampliando publicações sobre Pride. Demais companhias, como Berkshire Hathaway, Broadcom e Tesla, mostram menor presença no tema, mantendo foco em operações e políticas internas.
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