- Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master, negou acusações de fraude que levaram o banco à liquidação e afirmou que não houve investigação contra ele pelo Banco Central.
- Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em 17 de agosto, sob a acusação de fabricar créditos falsos; defensores dele dizem que não houve fraude nas operações.
- O Banco de Brasília (BRB) informou ter substituído mais de R$ 10 bilhões de carteiras, com o restante não tendo exposição direta ao Master.
- O Banco Central liquidou o Banco Master pouco depois da prisão; o FGC estima credores entre 1,6 milhão e até R$ 55 bilhões.
- Os advogados de Vorcaro reiteram que não houve fraude e que as carteiras visadas não teriam sido transferidas como alegado.
Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal em 17 de agosto sob a acusação de fabricar operações de crédito falsas. Na sequência, o Banco Central ordenou a liquidação do Master, em uma das maiores medidas nessa área no país. O Banco de Brasília (BRB) substituiu mais de R$ 10 bilhões em carteiras avaliadas como problemáticas.
Segundo informações, os advogados de Vorcaro negam fraude e afirmam que não houve investigação contra ele pelo BC. Eles sustentam que as carteiras envolvidas não foram transferidas conforme alegado e que o BRB comprou outras carteiras que não integravam a apuração. A defesa também disse que o banco agiu de boa fé ao substituir saldos remanescentes.
Panorama financeiro e impactos
O BRB informou que, além das substituições, outras carteiras não apresentavam exposição direta ao Banco Master. O FGC projektou credores entre 1,6 milhão e até 55 bilhões de reais, com estimativas variando conforme desdobramentos. A liquidação do Master abre caminho para o pagamento dos credores pelo FGC, a depender de avaliações oficiais. Bolsas de informação destacam incertezas sobre o tamanho real dos ativos envolvidos.
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