- Motiva, antiga CCR, venderá a operação de aeroportos ao Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur) por R$ 11,5 bilhões, sendo R$ 5 bilhões em equity e R$ 6,5 bilhões em dívida, incluindo 100% da CPC Holding e seus 20 aeroportos; conclusão prevista para o primeiro semestre de 2026 após aprovações regulatórias.
- Ao todo são 20 aeroportos: 17 no Brasil e 3 na América Latina; a transação amplia a presença da Asur na região, já atuando em 16 aeroportos, incluindo o Aeroporto Internacional de Cancún.
- A Motiva movimenta cerca de 47 milhões de passageiros por ano e realiza operações de carga de 524 mil toneladas; a receita líquida de aeroportos no terceiro trimestre de 2025 foi de R$ 2,96 bilhões, com EBITDA de R$ 1,52 bilhão.
- O múltiplo da operação é EV/EBITDA de 8,8x (LTM), acima do múltiplo atual da Motiva, conforme avaliação.
- Analistas do Bradesco apontam neutralidade ou ganho pequeno para a Motiva; a Asur tem alavancagem de cerca de 0,2 vez da dívida líquida em relação ao EBITDA e já realizou, em 2025, outra aquisição de concessões nos EUA.
A Motiva, antiga CCR, anunciou a venda de sua operação de aeroportos para o Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur) por R$ 11,5 bilhões. A transação, que inclui R$ 5 bilhões em equity e R$ 6,5 bilhões em dívida, abrange os 20 aeroportos da empresa, sendo 17 no Brasil e três na América Latina. A conclusão do negócio está prevista para o primeiro semestre de 2026, após aprovações regulatórias.
O CEO da Motiva, Miguel Setas, destacou que essa venda é parte da estratégia de simplificação do portfólio da empresa, que busca focar em concessões de rodovias e ferrovias. Para a Asur, a aquisição representa uma expansão significativa na América Latina, consolidando sua posição como um importante player regional. Atualmente, a Asur opera 16 aeroportos, incluindo o movimentado Aeroporto Internacional de Cancún.
Detalhes da Transação
Os 20 aeroportos operados pela Motiva movimentam cerca de 47 milhões de passageiros por ano e realizam operações de carga de 524.000 toneladas. A receita líquida do setor de aeroportos da Motiva foi de R$ 2,96 bilhões no terceiro trimestre de 2025, com um EBITDA de R$ 1,52 bilhão. O múltiplo EV/EBITDA da transação foi de 8,8x, superior ao múltiplo atual da Motiva.
Analistas do Bradesco consideraram a transação neutra ou ligeiramente positiva para a Motiva, destacando que a Asur, com um nível de alavancagem de 0,2 vezes a dívida líquida em relação ao EBITDA, está bem posicionada para realizar essa aquisição. Este é o segundo movimento da Asur em 2025, após a compra de concessões comerciais em aeroportos dos Estados Unidos.
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