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Escassez de gasolina ameaça a Rússia após ataques de Kiev às refinarias

Rússia enfrenta desabastecimento de gasolina: 20% do fornecimento e 14% das gasolineras fechadas no sudoeste; Kremlin avalia suspender tarifas e Bielorrússia aumenta envios por ferrovía

Escassez de gasolina ameaça a Rússia após ataques de Kiev às refinarias
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  • A Rússia enfrenta grave escassez de gasolina; cerca de 20% do fornecimento nacional é afetado e mais de 14% das gasolineras no sudoeste foram fechadas.
  • O Kremlin analisa suspender tarifas de importação de gasolina e aumentar as importações de aliados, com Bielorrússia já quadruuplicando envios por ferrovía para a Rússia.
  • A produção interna segue em queda e a Rússia prioriza a exportação de crude; capacidade de refino em outubro ficou em 4,8 milhões de barris por dia.
  • A crise é mais crítica em regiões com menor conectividade, como a Crimeia, onde metade das gasolineras está temporariamente fechada; filas aumentam e o preço da gasolina subiu 8,5% em comparação ao ano anterior.
  • Medidas do governo incluem proibição de exportação de combustíveis automotivos (com extensão até o fim do ano) e moratória até maio de 2026 para compensar petrolíferas; limites de 30 litros por cliente são aplicados em Cheliábinsk e Tiumên.

A Rússia enfrenta uma grave escassez de gasolina, resultado de ataques ucranianos a suas refinarias. O problema já afeta 20% do fornecimento nacional e levou ao fechamento de mais de 14% das gasolineras no sudoeste do país. O Kremlin está considerando suspender tarifas de importação de gasolina e aumentar importações de aliados, como Bielorrússia, que já quadruplicou o envio de combustível.

Com a produção interna em queda, a Rússia tem priorizado a exportação de petróleo bruto, enviando grandes volumes para China e Índia. Em outubro, a capacidade de refino caiu para 4,8 milhões de barris diários, quase meio milhão a menos do que em julho. A situação é crítica, especialmente em regiões com conectividade limitada, como a Crimeia, onde metade das gasolineras estão fechadas temporariamente.

Medidas Governamentais

Para mitigar a crise, o governo russo já havia proibido a exportação de combustíveis automotivos, exceto em casos específicos. O vice-primeiro-ministro Alexander Novak anunciou que essa proibição se estenderá até o final do ano. Além disso, o Kremlin implementou uma moratória até maio de 2026 para compensar as petrolíferas pelas diferenças de preços, uma tentativa de incentivar o abastecimento interno.

Aumento de filas em gasolineras e o encarecimento do combustível têm gerado pânico entre os consumidores. O preço da gasolina já subiu 8,5% em relação ao ano anterior, superando a inflação oficial. As restrições de abastecimento foram impostas em várias regiões, incluindo Cheliábinsk e Tiumên, onde limites de 30 litros por cliente foram estabelecidos.

Impacto e Perspectivas

Especialistas alertam que, embora a situação atual não pareça crítica em termos gerais, o fechamento de centenas de gasolineras pode ter consequências significativas para empresas e regiões específicas. A consultoria OMT-Konsalt aponta que as perturbações localizadas podem impactar a logística e o mercado de atacado, criando uma reação em cadeia.

O Kremlin tenta acalmar a população, mas o aumento das tensões e os constantes ataques a infraestrutura energética indicam que a crise pode se agravar. A resposta da Rússia aos desafios enfrentados no setor de combustíveis continua a ser monitorada de perto, com a expectativa de que os ataques ucranianos se intensifiquem.

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