- Compradores chineses adquiriram dez cargas de soja argentina após a suspensão temporária dos impostos de exportação pela Argentina.
- A decisão do governo argentino visa impulsionar a economia local e aumentar a receita dos produtores.
- Os embarques, com 65 mil toneladas cada, estão programados para novembro e foram cotados a um prêmio de US$ 2,15 a US$ 2,30 por bushel.
- A suspensão do imposto de exportação, que é de 26%, deve durar até outubro ou até que as exportações atinjam US$ 7 bilhões.
- A China, maior importadora mundial de soja, não comprou soja dos Estados Unidos no início da nova temporada de exportações, algo inédito desde mil novecentos e noventa e nove.
Compradores chineses adquiriram dez cargas de soja argentina após o governo da Argentina suspender temporariamente os impostos sobre a exportação de grãos. A decisão, anunciada na segunda-feira, visa impulsionar a economia local e aumentar a receita dos produtores.
A medida representa um novo desafio para os agricultores dos EUA, que já enfrentam perdas significativas devido à guerra comercial com a China. As tarifas de 20% sobre a soja americana resultaram em uma queda nas importações chinesas, enquanto a Argentina se torna uma alternativa competitiva.
Os embarques de soja, com 65.000 toneladas cada, estão programados para novembro e foram cotados a um prêmio de US$ 2,15 a US$ 2,30 por bushel em relação ao contrato de novembro da Bolsa de Chicago. Um trader informou que os compradores chineses também reservaram 15 cargas, indicando um aumento na demanda pela soja argentina.
Impacto no Mercado
A suspensão do imposto de exportação, que normalmente é de 26%, deve durar até outubro ou até que as exportações atinjam US$ 7 bilhões. Essa mudança já impactou os preços do farelo de soja na China, que caíram após a decisão argentina.
A China, maior importadora mundial de soja, não adquiriu soja dos EUA no início da nova temporada de exportações, algo inédito desde 1999. Em anos anteriores, a China teria comprado entre 12 a 13 milhões de toneladas dos EUA entre setembro e novembro.
A estratégia da China de diversificar suas fontes de suprimento inclui também o aumento das importações do Brasil. De janeiro a março, as compras de soja brasileira cresceram 34%, totalizando US$ 6,7 bilhões. Essa mudança reflete a utilização da agricultura como uma ferramenta nas relações comerciais entre China e EUA.
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