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Bancos brasileiros expandem operações nos EUA para evitar sanções da Lei Magnitsky

Febraban monitora sanções da Lei Magnitsky após a inclusão de Viviane Barci de Moraes na lista de sancionados, visando entender a percepção dos EUA sobre crime organizado no Brasil

Presidente dos EUA Donald Trump em evento público (Foto: Reprodução)
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  • A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) contratou o escritório de advocacia Arnold & Porter para monitorar as sanções da Lei Magnitsky.
  • A preocupação surge após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
  • Recentemente, Viviane Barci de Moraes e a empresa Lex Instituto de Estudos Jurídicos foram sancionadas.
  • A Febraban busca entender a percepção do governo dos Estados Unidos sobre o crime organizado no Brasil, especialmente após a operação Carbono Oculto.
  • O governo dos EUA já solicitou ao Brasil que classifique facções criminosas como terroristas, o que poderia resultar em sanções econômicas severas.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) contratou o escritório de advocacia Arnold & Porter para monitorar as sanções da Lei Magnitsky, em um momento crítico após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. A preocupação do setor bancário gira em torno da possibilidade de novas punições que podem afetar autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares.

Recentemente, Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre Moraes, e a empresa Lex Instituto de Estudos Jurídicos foram adicionadas à lista de sancionados. O escritório Arnold & Porter, que conta com o ex-embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, tem como objetivo interagir com o governo americano para mitigar riscos e reverter sanções. A Febraban confirmou a contratação para acompanhar questões do setor bancário nos EUA, mas negou que o contrato esteja relacionado a sanções por crime organizado.

Preocupações com o Crime Organizado

A Febraban busca entender a percepção do governo dos EUA sobre a infiltração do crime organizado no sistema financeiro brasileiro. A operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, investigou fintechs e gestoras com possíveis ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A consultoria Eurasia Group indicou que as sanções mais prováveis incluem a revogação de vistos e a inclusão de mais autoridades brasileiras na lista da Lei Magnitsky.

O governo dos EUA já solicitou ao Brasil que classifique facções criminosas como terroristas, mas o Ministério da Justiça negou a proposta. Essa classificação poderia resultar em sanções econômicas severas, dificultando o acesso do Brasil a financiamentos internacionais. A Febraban continua a pressionar por regulamentações mais rigorosas para fintechs, especialmente após recentes ataques ao sistema financeiro.

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