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Tarifa dos EUA provoca 4 mil demissões no setor madeireiro brasileiro

Indústria madeireira registra 4 mil demissões e 5,5 mil trabalhadores em férias coletivas entre julho e setembro, com queda de até 50% nas exportações.

Setor madeireiro brasileiro exportou US$ 1,6 bilhão em produtos para os Estados Unidos em 2024, que concentra 50% da produção nacional (Foto: Reprodução)
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  • A indústria madeireira brasileira enfrenta uma crise devido à taxação de 50% sobre produtos exportados para os Estados Unidos.
  • Entre nove de julho e quinze de setembro, foram registradas quatro mil demissões e cinco mil quinhentos trabalhadores entraram em férias coletivas.
  • As exportações caíram entre 35% e 50%, afetando especialmente produtos como molduras, que eram totalmente voltados para o mercado americano.
  • A celulose foi excluída da taxação, aliviando parte da pressão sobre o setor, com 25,1% das exportações brasileiras agora livres da alíquota de 10% e da sobretaxa de 40%.
  • A articulação entre exportadores e importadores é essencial para resolver os entraves comerciais, segundo o advogado e professor da Fundação Getúlio Vargas, Rabih Nasser.

A indústria madeireira brasileira enfrenta uma crise severa devido à taxação de 50% sobre produtos exportados para os Estados Unidos. Entre 9 de julho e 15 de setembro, foram registradas 4 mil demissões e 5,5 mil trabalhadores foram colocados em férias coletivas, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci). O impacto foi significativo, com quedas de 35% a 50% nas exportações, especialmente em produtos como molduras, que antes tinham 100% de sua produção voltada para o mercado norte-americano.

O presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal, Fabio Brun, destacou que a dependência do mercado americano tem levado à inviabilidade de negócios, resultando em 2 mil postos de trabalho perdidos em fábricas do setor. Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,6 bilhão em produtos madeireiros para os EUA, que representam cerca de 50% da produção nacional.

Exceção da Celulose

Recentemente, a celulose foi excluída da taxação, aliviando parte da pressão sobre o setor. Agora, 25,1% das exportações brasileiras estão livres da alíquota de 10% e da sobretaxa de 40%. Essa mudança é vista como resultado da pressão de empresas americanas que enfrentavam custos adicionais. O advogado e professor da Fundação Getúlio Vargas, Rabih Nasser, afirmou que o Brasil é um dos principais fornecedores de celulose, essencial para diversas indústrias nos EUA.

A retirada da celulose do tarifaço não beneficia diretamente a indústria madeireira, mas é um passo importante para evitar custos adicionais para empresas americanas. Nasser ressaltou que a articulação entre exportadores e importadores, além do engajamento da sociedade civil, é crucial para resolver os entraves comerciais. A complexidade da situação exige um esforço coordenado entre os setores envolvidos e o governo.

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