- Mais de R$ 247 milhões foram investidos em startups brasileiras desde 9 de outubro, indicando uma possível recuperação no mercado de venture capital.
- O investimento no Brasil caiu de US$ 9,7 bilhões em 2021 para apenas US$ 1,9 bilhão em 2023.
- O fundo Onigiri Capital, com US$ 50 milhões, chega ao Brasil focando em startups de blockchain.
- Fintechs lideram os investimentos, com US$ 65,3 milhões em 25 rodadas entre julho e setembro. Setores de agro e varejo também se destacam.
- Apesar dos sinais de recuperação, a alta taxa de juros e propostas de aumento do IOF podem afetar os investimentos no segundo semestre.
Mais de R$ 247 milhões foram investidos em startups brasileiras desde a última terça-feira, 9 de outubro. Este montante, embora modesto em comparação com investimentos internacionais, sinaliza um possível aquecimento no mercado de venture capital, que enfrentou um período difícil nos últimos anos.
O investimento em venture capital no Brasil caiu drasticamente, de US$ 9,7 bilhões em 2021 para apenas US$ 1,9 bilhões em 2023. Apesar da recuperação gradual, o volume atual ainda é inferior ao esperado. Vinícius Furlan, do Scale Up Venture, destaca que a competição entre fundos é intensa, mas o ecossistema ainda não se estabilizou completamente. Ele prevê um aumento de 30% nos investimentos em 2025 em relação à média histórica.
A chegada do fundo Onigiri Capital, com US$ 50 milhões para investir em startups de blockchain, também é um indicativo de que investidores estrangeiros estão começando a retomar suas atividades no Brasil. Este fundo, vinculado à instituição japonesa Credit Saison, foca em soluções financeiras inovadoras, como pagamentos e finanças descentralizadas.
Setores em Alta
Entre os setores que atraíram investimentos, as fintechs se destacam, recebendo US$ 65,3 milhões em 25 rodadas entre julho e setembro. Startups voltadas para o agro e varejo também mostraram força, com US$ 51,7 milhões e US$ 50,8 milhões, respectivamente. A Arvo, que utiliza inteligência artificial para otimizar custos em planos de saúde, é um exemplo de startup que está se beneficiando desse novo cenário.
Os investidores estão mais criteriosos, buscando empresas com líderes experientes e trajetórias claras. Leonardo Gasparin, CEO da fintech CUB, observa que o nível de diligência aumentou, refletindo uma disposição maior para assumir riscos, especialmente em tecnologias emergentes como a inteligência artificial.
Apesar dos sinais de recuperação, fatores como a alta taxa de juros e propostas de aumento do IOF podem impactar negativamente o fluxo de investimentos no segundo semestre. O mercado ainda se mostra cauteloso, com a expectativa de que a recuperação seja gradual.
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