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Receita Federal cria sistema de arrecadação 150 vezes maior que o Pix

Sistema digital da Receita Federal processará 10% mais transações que o Pix e poderá aumentar a arrecadação em até R$ 300 bilhões anuais.

Foto: Reprodução
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  • A Receita Federal e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) estão criando um novo sistema digital para a cobrança de impostos, que processará dez por cento mais transações do que o Pix.
  • A fase de testes começou em julho de 2023, com a implementação total prevista para 2033.
  • O sistema será essencial para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirão tributos como PIS, Cofins e IPI.
  • O novo modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) eliminará a cumulatividade de impostos, facilitando a apuração dos tributos para os contribuintes.
  • A reforma tributária pode aumentar a arrecadação em até R$ 300 bilhões por ano e introduzirá o split payment, que permitirá a arrecadação imediata dos tributos.

A Receita Federal, em colaboração com o Serpro, está desenvolvendo um sistema digital inovador para a cobrança de impostos, que promete processar 10% mais transações do que o Pix. A fase de testes teve início em julho de 2023 e a implementação total está prevista para 2033. Este sistema será fundamental para a operacionalização da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirão tributos como PIS, Cofins e IPI.

O novo sistema, considerado o maior projeto tecnológico da história do Brasil, terá um volume de dados até 150 vezes maior que o atual. A plataforma funcionará como um ponto de contato entre contribuintes e governo, permitindo cálculos automáticos de tributos e abatimentos de impostos já pagos em etapas anteriores da cadeia produtiva. Essa mudança visa reduzir a sonegação fiscal e simplificar o sistema tributário.

Novas Estruturas e Benefícios

Uma das inovações é a implementação do modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que tributa apenas o valor adicionado em cada etapa da produção, eliminando a cumulatividade de impostos. O advogado tributarista Janssen Murayama ressalta que a nova “apuração assistida” facilitará a vida dos contribuintes, que não precisarão mais calcular manualmente seus débitos e créditos.

Além da CBS, o IBS unificará o ICMS e o ISS, enquanto o Imposto Seletivo (IS) incidirá sobre bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. O secretário especial para a Reforma Tributária, Bernard Appy, afirmou que haverá integração entre os sistemas, garantindo uma governança unificada.

Desafios e Expectativas

Durante a transição para o novo regime, as empresas enfrentarão desafios adicionais, pois precisarão lidar com a coexistência dos tributos antigos e novos. Isso pode aumentar a complexidade e as obrigações acessórias. A partir de 2026, as empresas deverão emitir notas fiscais conforme o novo regime, com alíquotas mínimas que podem ser abatidas de outros impostos.

O novo sistema também introduzirá o split payment, que permitirá a arrecadação imediata dos tributos no momento do pagamento, reduzindo a inadimplência e aumentando a eficiência fiscal. Estima-se que essa reforma possa elevar a arrecadação em até R$ 300 bilhões ao ano, representando um aumento de aproximadamente 12% na receita tributária.

A fase de testes da plataforma está em andamento, com cerca de 500 empresas convidadas a participar. Essa etapa é crucial para validar o funcionamento do sistema e suas ferramentas, como o cálculo automático de tributos e alertas em tempo real sobre inconsistências.

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