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Dólar se valoriza com expectativas positivas sobre reunião do FED

Expectativa de corte de juros nos EUA e dados positivos sobre o desemprego no Brasil impulsionam a valorização do real

Foto: Reprodução
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  • O dólar caiu para R$ 5,298, o menor valor desde junho de 2024.
  • A desvalorização foi impulsionada pela expectativa de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve e dados positivos sobre o desemprego no Brasil, que atingiu 5,6%.
  • Na segunda-feira (15), a moeda americana recuou 0,6%, fechando a R$ 5,321.
  • As reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Open Market Committee (Fomc) começam nesta terça-feira (16).
  • O Relatório Focus do Banco Central ajustou a previsão para o dólar em dezembro de 2025 de R$ 5,55 para R$ 5,50, refletindo a expectativa de cortes nos juros americanos.

O dólar caiu para R$ 5,298, o menor valor desde junho de 2024, refletindo a expectativa de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) e dados positivos sobre o desemprego no Brasil, que atingiu 5,6%. A moeda americana recuou 0,6% na segunda-feira (15), fechando a R$ 5,321.

As reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Open Market Committee (Fomc) iniciam nesta terça-feira (16). As opções de Copom na B3 indicam 95,5% de probabilidade de manutenção da Selic em 15%. Nos EUA, a ferramenta FedWatch da CME aponta 96% de chance de um corte de 25 pontos-base na taxa de juros, atualmente entre 4,25% e 4,50%.

A desvalorização do dólar é acompanhada por uma revisão para baixo nas expectativas de câmbio. O Relatório Focus do Banco Central mostrou que a previsão para o dólar em dezembro de 2025 foi ajustada de R$ 5,55 para R$ 5,50. Essa mudança é impulsionada pela expectativa de cortes nos juros americanos, que afetam o diferencial de retorno entre ativos em dólar e em outras moedas.

Com a possível redução das taxas pelo Fed, o diferencial entre a Selic e os juros americanos deve aumentar, favorecendo o real. Estratégias como carry trade, onde investidores buscam retornos maiores em países emergentes, podem ser ativadas. Se o presidente do Fed, Jerome Powell, confirmar os cortes, isso pode levar a uma nova onda de desvalorização do dólar.

Além disso, a valorização do real é sustentada por fatores como a alta de commodities e a queda do desemprego. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou o compromisso do governo com as metas fiscais, o que também contribui para a confiança dos investidores. O cenário permanece favorável para a continuidade da valorização do real, desde que as expectativas de cortes nos juros sejam confirmadas.

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