- O Banco Central do Brasil anunciou que o sistema de pagamentos Pix atingiu um novo recorde de 290 milhões de transações em um único dia, em 5 de outubro.
- O volume financeiro movimentado foi de R$ 164,8 bilhões, superando o recorde anterior de junho, que foi de 276,7 milhões de operações e R$ 135,6 bilhões.
- Desde seu lançamento em novembro de 2020, o Pix se tornou o principal meio de pagamento no Brasil, com 879,1 milhões de chaves cadastradas, abrangendo 82,6% da população.
- O Banco Central implementou novas medidas de segurança, incluindo um limite de R$ 15 mil para transações de instituições não autorizadas, visando reduzir fraudes.
- O sistema também está sob investigação do governo dos Estados Unidos por possíveis práticas desleais que afetariam a concorrência em serviços digitais.
O Banco Central do Brasil anunciou que o Pix atingiu um novo recorde, com 290 milhões de transações realizadas em um único dia, na última sexta-feira, 5 de outubro. O volume financeiro movimentado chegou a R$ 164,8 bilhões, superando o recorde anterior de 276,7 milhões de operações e R$ 135,6 bilhões registrados em junho.
Esse marco destaca a importância do Pix como uma infraestrutura digital pública essencial para a economia nacional. Desde seu lançamento em novembro de 2020, o sistema se consolidou como o principal meio de pagamento no Brasil, superando cartões e transferências tradicionais. Até agosto, foram cadastradas 879,1 milhões de chaves Pix, refletindo a adesão de 82,6% da população.
Medidas de Segurança
Em resposta a recentes ataques cibernéticos, o Banco Central implementou novas medidas de segurança. A partir de agora, haverá um limite de R$ 15 mil para transações realizadas por instituições de pagamento não autorizadas. Essa ação visa mitigar fraudes, que frequentemente envolvem valores altos. O diretor de Política Monetária do Banco Central, Fernando Galípolo, afirmou que essa restrição ajudará a detectar fraudes mais rapidamente.
Além disso, o Banco Central estabeleceu um capital mínimo de R$ 15 milhões para credenciamento de prestadores de serviços de tecnologia da informação (PSTI) no sistema. Essas medidas são parte de um esforço contínuo para fortalecer a segurança das transações financeiras no Brasil.
Investigação Internacional
O sistema Pix também está sob investigação do governo dos Estados Unidos, que analisa possíveis práticas desleais. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) aponta que o Brasil estaria distorcendo a concorrência em serviços digitais, o que poderia impactar empresas norte-americanas. O Banco Central defendeu que o sistema ampliou a concorrência e não discrimina fornecedores de serviços de pagamento digital.
Esses desenvolvimentos ressaltam a relevância do Pix no cenário financeiro global, ao mesmo tempo em que o Brasil busca garantir a segurança e a integridade de seu sistema de pagamentos.
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