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Argentina vende US$ 310 milhões em intervenção cambial pelo terceiro dia consecutivo

Tesouro argentino vende US$ 310 milhões em três dias para conter alta do dólar antes das eleições na província de Buenos Aires

Peso argentino e dólar em uma imagem (Foto: Reprodução)
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  • O Tesouro da Argentina vendeu um total de US$ 310 milhões em três dias para conter a alta do dólar.
  • As vendas ocorreram antes das eleições na província de Buenos Aires, marcadas para 7 de outubro.
  • O total de vendas desde o início da intervenção, em 12 de agosto, chega a US$ 352 milhões.
  • O secretário de Finanças, Pablo Quirno, anunciou a medida em resposta à pressão sobre a moeda americana.
  • O Tesouro mantém reservas de US$ 1,6 bilhão no Banco Central, essenciais para estabilizar o mercado cambial.

O Tesouro da Argentina intensificou sua intervenção no mercado de câmbio, vendendo US$ 310 milhões em três dias, com o objetivo de conter a alta do dólar antes das eleições na província de Buenos Aires, marcadas para 7 de outubro. As vendas foram de US$ 130 milhões na terça-feira, US$ 30 milhões na quarta e US$ 150 milhões nesta quinta-feira, conforme dados do economista Christian Buteler.

Desde o início da intervenção, em 12 de agosto, as vendas totais de dólares somam US$ 352 milhões, segundo a corretora Portfolio Personal Inversiones (PPI). O secretário de Finanças, Pablo Quirno, anunciou a medida em um momento de crescente pressão sobre a moeda americana, refletindo a instabilidade econômica do país.

Reservas e Poder de Fogo

Apesar das vendas, o Tesouro argentino mantém um poder de fogo considerável, com depósitos em dólar no Banco Central em torno de US$ 1,6 bilhão no início do mês. Essa reserva é crucial para estabilizar o mercado cambial e evitar uma desvalorização abrupta da moeda local.

A intervenção ocorre em um contexto de incertezas econômicas, exacerbadas pela volatilidade do câmbio e pela pressão inflacionária. O governo busca garantir um ambiente econômico mais estável à medida que se aproximam as eleições, que podem influenciar as políticas econômicas futuras.

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