- O Morgan Stanley projeta aumento nos preços da celulose, beneficiando as empresas Suzano e Klabin.
- As recomendações de compra foram mantidas, com potencial de valorização de 58% para Suzano e 46% para Klabin.
- A expectativa é que a celulose atinja US$ 615 por tonelada até o final do ano, apesar de fatores que podem limitar esse avanço.
- Para o terceiro trimestre, a previsão é de US$ 520 por tonelada, subindo para US$ 587 no quarto trimestre.
- Suzano deve ter fluxo de caixa livre entre 9% e 17% de 2025 a 2027, enquanto Klabin se beneficiará de novas máquinas e redução de custos.
Suzano e Klabin se destacam no mercado de papel e celulose, com potencial de valorização significativo. O banco Morgan Stanley projeta um aumento nos preços da celulose, prevendo que as duas companhias brasileiras se beneficiem. As recomendações de compra foram mantidas, com potencial de valorização de 58% para Suzano e 46% para Klabin.
Os analistas do Morgan Stanley observam que a alta nos preços da celulose, iniciada em agosto, já está impactando o mercado. A expectativa é que a commodity atinja US$ 615 por tonelada até o final do ano. No entanto, fatores como oferta abundante e estoques elevados podem limitar esse avanço. Para o terceiro trimestre, a previsão é de US$ 520 por tonelada, com uma recuperação para US$ 587 no quarto trimestre.
Projeções de Preços
A celulose de fibra curta branqueada (BHKP) deve ter uma média de US$ 556 por tonelada em 2023, com projeções de US$ 618 em 2026 e US$ 640 a longo prazo. Para a celulose de fibra longa branqueada (BSKP), a expectativa é de US$ 739 por tonelada neste ano, subindo gradualmente até US$ 790 em 2029.
Suzano é considerada a mais bem posicionada para aproveitar a recuperação do setor, com previsão de fluxo de caixa livre entre 9% e 17% de 2025 a 2027. Klabin, por sua vez, deve se beneficiar da operação de novas máquinas e de medidas de redução de custos.
Avaliação das Ações
As ações de Suzano estão avaliadas a 6,1 vezes o Ev/Ebitda e 5,3 vezes o P/E neste ano, enquanto Klabin apresenta múltiplos de 6,8 vezes e 11,2 vezes, respectivamente. As empresas chilenas Copec e CMPC, com recomendação equalweight, enfrentam desafios devido a novos ciclos de investimento que podem pressionar o caixa.
Os analistas alertam para riscos que podem impactar as projeções, como uma possível recessão global ou uma queda acentuada nos estoques. Por outro lado, uma demanda maior do que a esperada ou atrasos em projetos de expansão podem elevar os preços da celulose. A variação cambial também é um fator a ser monitorado, com moedas locais mais fracas favorecendo as empresas brasileiras.
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