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Mineradora australiana busca investimento nos EUA para rivalizar com a China

Lynas capta US$ 538 milhões para expandir operações e diversificar a cadeia de suprimentos de terras raras nos EUA e na Malásia

Sacas de terras raras prontas para serem enviadas à Malásia (Foto: Reprodução)
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  • A mineradora Lynas captou US$ 538 milhões para expandir operações e adquirir participações em fabricantes de ímãs nos Estados Unidos.
  • O objetivo é reduzir a dependência ocidental da China em minerais críticos.
  • A empresa possui minas na Austrália Ocidental e uma refinaria na Malásia.
  • A presidente-executiva da Lynas, Amanda Lacaze, afirmou que a empresa busca participar ativamente da cadeia de suprimentos.
  • A Lynas já quebrou o monopólio chinês sobre terras raras “leves” em 2013 e planeja fazer o mesmo com as “pesadas” até 2025.

A mineradora australiana Lynas, a maior produtora de terras raras fora da China, anunciou a captação de US$ 538 milhões para expandir suas operações e adquirir participações em fabricantes de ímãs nos Estados Unidos. O movimento visa reduzir a dependência ocidental da China em minerais críticos, alinhando-se aos esforços dos governos para diversificar a cadeia de suprimentos.

A empresa, que já possui minas na Austrália Ocidental e uma refinaria na Malásia, busca aumentar sua capacidade de produção e investir em fabricantes de ímãs, tanto na Malásia quanto nos EUA. Amanda Lacaze, presidente-executiva da Lynas, destacou a intenção de participar ativamente da cadeia de suprimentos, seja por meio de operações diretas ou participações acionárias.

Recentemente, o governo dos EUA tem pressionado para ampliar a capacidade de mineração de terras raras. Em um movimento estratégico, Washington adquiriu uma participação na MP Materials, uma empresa de Las Vegas, e estabeleceu um preço mínimo para terras raras, quase o dobro do valor atual de mercado. Lacaze mencionou que a Lynas está em negociações com os governos dos EUA, Austrália e Japão sobre medidas que possam ajudar a desenvolver uma cadeia de suprimentos fora da influência chinesa.

A Lynas já quebrou o monopólio chinês sobre terras raras “leves” em 2013 e planeja fazer o mesmo com as “pesadas” até 2025. Apesar dos avanços, a executiva alertou sobre a incerteza significativa em relação ao projeto Seadrift, que visa construir uma instalação de terras raras no Texas, devido a desafios com contratos de fornecimento.

No último ano fiscal, a Lynas registrou um lucro líquido de 8 milhões de dólares australianos, uma queda em relação aos 84,5 milhões do ano anterior, refletindo problemas de produção e custos de expansão. A receita, no entanto, cresceu 20%, alcançando 556 milhões de dólares australianos. A captação de recursos será realizada por meio de uma oferta de novas ações, além de um plano de compra de ações para acionistas atuais.

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