- Uma pesquisa do Observatório Sebrae Startups, realizada em parceria com a associação Anjos do Brasil, revelou o perfil dos investidores-anjo no Brasil.
- O investidor-anjo típico é um homem entre 40 e 50 anos, dono de empresa, que investe até R$ 250 mil por startup.
- A pesquisa, que coletou dados de 315 participantes entre junho e julho de 2025, mostrou que 32,4% dos investidores estão na faixa etária de 41 a 50 anos.
- A avaliação do retorno sobre o investimento (ROI) é um desafio, com 47% dos entrevistados sem saber como mensurá-lo.
- A pesquisa sugere incentivos fiscais, como isenção tributária sobre ganho de capital, para estimular o investimento-anjo no Brasil.
Uma pesquisa do Observatório Sebrae Startups, divulgada durante o Startup Summit em Florianópolis, revela o perfil dos investidores-anjo no Brasil. O estudo, realizado em parceria com a associação Anjos do Brasil, traça um panorama sobre as motivações e desafios enfrentados por esses investidores.
O perfil típico do investidor-anjo brasileiro é de um homem entre 40 e 50 anos, dono de empresa, que realiza aportes de até R$ 250 mil por startup. A pesquisa, que coletou dados de 315 participantes entre junho e julho de 2025, mostra que 32,4% dos investidores estão na faixa etária de 41 a 50 anos. A maioria possui experiência em empreendedorismo, com 34,8% sendo empreendedores tradicionais e 26,4% executivos.
Desafios e Retornos
A pesquisa também destaca a dificuldade em avaliar o retorno sobre o investimento (ROI). 47% dos entrevistados afirmam não saber como mensurar esse retorno, refletindo um desafio significativo no setor. Entre os que conseguem calcular, 40,7% reportam retornos positivos, com 6,8% indicando ganhos superiores a cinco vezes o capital investido.
Além disso, 92% dos investidores enfrentam dificuldades para encontrar startups qualificadas. A falta de incentivos fiscais é apontada por 41,46% dos participantes como um dos principais obstáculos, junto com a insegurança jurídica e a burocracia.
Oportunidades em Cenário Desafiador
Cássio Spina, da Anjos do Brasil, observa que, apesar dos juros elevados, o cenário pode ser favorável para investimentos em startups. Ele afirma que a escassez de capital pode resultar em valuations mais atrativos. A pesquisa sugere a adoção de incentivos fiscais, como a isenção tributária sobre ganho de capital, para estimular o investimento-anjo no Brasil.
Essas medidas, segundo Spina, não apenas aumentariam a competitividade, mas também fortaleceriam o empreendedorismo inovador, gerando desenvolvimento econômico e social. O presidente do Sebrae, Décio Lima, destaca que os dados podem orientar políticas públicas e estratégias de conexão entre startups e investidores, promovendo um ambiente mais propício para o investimento-anjo no país.
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