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Milei diminui imposto sobre exportação de soja e carne para apoiar agricultores

Javier Milei reduz tarifas de exportação de carne e produtos agrícolas, buscando fortalecer o setor e atender demandas dos agricultores.

As tarifas sobre o farelo e o óleo de soja cairão de 31% para 24,5%, e a carne bovina agora será taxada em 5%, em vez de 6,75% (Foto: Reprodução)
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  • O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou a redução permanente das tarifas sobre exportações de carne e produtos agrícolas, incluindo soja.
  • As tarifas do farelo e do óleo de soja cairão de 31% para 24,5% e a taxa da soja será reduzida de 33% para 26%.
  • O milho terá uma diminuição de 12% para 9,5% e cortes de carne bovina passarão a ser taxados em 5%, em vez de 6,75%.
  • As mudanças visam aliviar a carga tributária sobre os agricultores e aumentar a competitividade do setor agrícola argentino.
  • O diretor da Sociedade Rural Argentina, Nicolás Pino, pediu a Milei que continue a eliminar as tarifas, considerando-as prejudiciais para os produtores.

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou a redução permanente das tarifas sobre exportações de carne e produtos agrícolas, incluindo soja, em um esforço para atender às demandas dos agricultores e aumentar a competitividade do país. As novas taxas foram reveladas durante uma exposição anual de gado em Buenos Aires, onde Milei destacou que as tarifas são um “grande flagelo” que não deveriam existir.

As tarifas sobre o farelo e o óleo de soja, dos quais a Argentina é o maior exportador, cairão de 31% para 24,5%. Para a soja, a taxa será reduzida de 33% para 26%, enquanto o milho terá uma diminuição de 12% para 9,5%. Além disso, cortes de carne bovina passarão a ser taxados em 5%, em vez de 6,75%. Essas mudanças visam aliviar a carga tributária sobre os agricultores, que enfrentam dificuldades devido aos baixos preços globais das safras.

Milei, que se opõe ideologicamente às tarifas, reconhece a necessidade de manter uma receita significativa proveniente das exportações para alcançar superávits orçamentários. Apesar de ter reduzido a intervenção do governo na agricultura, as tarifas de exportação continuam a ser um tema delicado. O diretor da Sociedade Rural Argentina, Nicolás Pino, pediu a Milei que continue a eliminar as tarifas, afirmando que elas são “piores do que a peste, as enchentes ou a seca”.

Essas reduções permanentes nas tarifas são vistas como uma tentativa de revitalizar o setor agrícola argentino, que tem enfrentado desafios significativos devido à concorrência com o Brasil, uma potência agrícola na região. A expectativa é que essas medidas ajudem os produtores a obter lucros em um cenário de preços globais desafiadores.

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