- O seminário Agroindústria Sustentável ocorreu em 23 de julho e discutiu a produção sustentável de alimentos no Brasil.
- Especialistas abordaram a recuperação de áreas degradadas e a adoção de tecnologias inovadoras.
- O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou a importância de transformar áreas degradadas em florestas produtivas.
- Os painelistas mencionaram os desafios de pequenos e médios produtores, especialmente no acesso a crédito e assistência técnica.
- Teixeira também ressaltou a necessidade de capacitação para reduzir perdas na produção e melhorar o acesso a recursos financeiros.
Durante o seminário Agroindústria Sustentável, realizado em 23 de julho, especialistas abordaram a recuperação de áreas degradadas e a adoção de tecnologias inovadoras para promover a produção sustentável de alimentos no Brasil. O evento, organizado pela Folha com apoio do Banco do Nordeste, contou com a participação de figuras como o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e representantes de grandes empresas do setor.
Teixeira destacou a importância de recuperar áreas degradadas, que, segundo ele, podem ser transformadas em florestas produtivas, contribuindo para a captura de carbono. Dados do MapBiomas revelam que, no último ano, o desmatamento afetou mais de 1,2 milhão de hectares. O ministro também enfatizou a necessidade de expandir o acesso à mecanização e à tecnologia para a agricultura familiar, que representa 23% do valor da produção agropecuária no Brasil.
Desafios e Oportunidades
Os painelistas discutiram os desafios enfrentados por pequenos e médios produtores, especialmente no que diz respeito ao acesso a crédito e assistência técnica. Luiz Demattê, do Grupo Korin, mencionou que, apesar das dificuldades, iniciativas sustentáveis estão ganhando espaço. Ele ressaltou que há um déficit em pesquisa e desenvolvimento, mas que o cenário atual é mais favorável do que no passado.
Paulo Pianez, da BRF e Marfrig, abordou a possibilidade de conciliar a produção agropecuária com a conservação ambiental. Ele afirmou que a combinação de manejo adequado de pastagens e lavouras pode resultar em uma produção de baixo carbono. No entanto, ele alertou que a falta de acesso a crédito ainda é um obstáculo significativo para a sustentabilidade dos pequenos produtores.
Assistência Técnica e Capacitação
Teixeira mencionou as taxas de juros do Pronaf, que variam de 0,5% a 5% ao ano, como uma oportunidade para os agricultores. Contudo, ele destacou a carência de assistência técnica, um problema que remonta ao desmonte da Embrater em 1989. Para enfrentar essa questão, a Embrapa tem buscado parcerias com universidades e instituições de ensino para levar soluções tecnológicas aos produtores.
Edna Maria Morais Oliveira, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, ressaltou a importância de capacitações para reduzir perdas na produção. Ela afirmou que a empresa tem um papel estratégico em ajudar pequenas agroindústrias a agregar valor a produtos que não atendem aos padrões comerciais, como farinhas e geleias. A discussão no seminário evidenciou a necessidade de um esforço conjunto para superar os desafios e promover a sustentabilidade no setor agropecuário brasileiro.
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