- Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, destacou o Brasil como líder na economia verde durante o evento Expert XP em São Paulo.
- Ele mencionou que o país possui uma matriz elétrica renovável de cerca de 88% e potencial em tecnologias sustentáveis.
- A Generation Investment Management, gestora de Gore, anunciou a ampliação de suas operações no Brasil, com previsão de destinar 80% de seus recursos para projetos locais.
- Gore criticou a influência da indústria de combustíveis fósseis nas conferências climáticas, afirmando que mais de 80% da crise climática é causada por esses combustíveis.
- Ele ressaltou que a próxima Conferência do Clima da ONU, a COP30, deve focar na redução da queima de combustíveis fósseis e lembrou que o Brasil teve um papel importante no debate ambiental com a ECO-92.
Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos e ativista climático, destacou o Brasil como um protagonista na transição para uma economia verde durante o evento Expert XP, realizado em São Paulo. Em sua fala, Gore enfatizou que o país possui uma matriz elétrica renovável de cerca de 88%, rica biodiversidade e potencial em tecnologias sustentáveis, como hidrogênio verde e cimento de baixo carbono.
A Generation Investment Management, gestora de Gore, anunciou a ampliação de suas operações no Brasil, prevendo destinar 80% de seus recursos para projetos locais através da subsidiária Just Climate. “Acreditamos que o futuro irá começar a acontecer aqui no Brasil”, afirmou Gore, ressaltando a responsabilidade das indústrias brasileiras nesse contexto.
Gore também criticou a influência da indústria de combustíveis fósseis nas conferências climáticas, apontando que mais de 80% da crise climática é causada por esses combustíveis. Ele defendeu que a próxima Conferência do Clima da ONU, a COP30, que ocorrerá em novembro em Belém, deve focar na redução da queima de combustíveis fósseis.
O ex-vice-presidente lembrou que o Brasil já foi um marco no debate ambiental com a ECO-92, realizada no Rio de Janeiro, e que a COP30 representa um fechamento de ciclo. “O Brasil tem a oportunidade de defender a humanidade ao afirmar que não dependemos de combustíveis fósseis”, concluiu.
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