- A demanda por transparência em práticas de ESG (ambiental, social e de governança) aumentou com a publicação das normas IFRS S1 e S2 pelo International Sustainability Standards Board (ISSB).
- A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil tornará obrigatória a adoção dessas normas a partir de 2026.
- As normas visam alinhar sustentabilidade com as expectativas de investidores e reguladores, conectando riscos socioambientais à geração de valor financeiro.
- A consultoria Beon lançou um ebook com um guia prático em oito passos para ajudar as empresas a se adequarem às novas exigências.
- O primeiro passo inclui estudar os documentos do ISSB e mapear dados existentes em ESG, além de criar um comitê de sustentabilidade multidisciplinar.
A demanda por transparência em ESG (ambiental, social e de governança) ganhou novo impulso com a publicação das normas IFRS S1 e S2 pelo International Sustainability Standards Board (ISSB). A partir de 2026, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil tornará obrigatória a adoção dessas diretrizes, aumentando a pressão sobre as empresas para que integrem práticas sustentáveis em suas operações.
Essas normas visam alinhar as áreas de sustentabilidade das empresas com as expectativas de investidores e reguladores, conectando riscos socioambientais à geração de valor financeiro. A consultoria Beon lançou um ebook que serve como um guia prático para as empresas que buscam se adequar a essas exigências, apresentando um plano em oito passos.
Passos para a Adequação
O primeiro passo é estudar os documentos do ISSB. O IFRS S1 estabelece requisitos gerais de divulgação, enquanto o IFRS S2 foca em riscos e oportunidades climáticas. Compreender esses documentos ajuda a evitar retrabalho e a garantir foco nas informações relevantes.
Em seguida, as empresas devem mapear os dados que já coletam em ESG e confrontá-los com as normas. Identificar lacunas em dados e processos é essencial para desenvolver um plano de ação eficaz. A atualização de indicadores e a integração de sistemas são fundamentais para assegurar a rastreabilidade das informações, especialmente aquelas que necessitarão de auditoria.
Estrutura e Governança
Criar ou fortalecer um comitê de sustentabilidade multidisciplinar é crucial. Esse comitê deve incluir representantes das áreas de sustentabilidade, finanças, jurídico e compliance, garantindo que as responsabilidades sejam claras e que o tema seja tratado em nível estratégico.
Treinar as equipes sobre os novos requisitos e envolver lideranças e investidores desde o início são ações que garantem coerência na comunicação. A aplicação da lógica de materialidade do IFRS S1 ajuda a priorizar temas relevantes para os stakeholders, enquanto o IFRS S2 detalha os riscos climáticos e as estratégias de resposta.
A implementação de revisões periódicas, com base em auditorias externas e feedback de analistas, é recomendada para manter o processo de reporte dinâmico e atualizado. A adoção das normas IFRS não apenas atende às exigências regulatórias, mas também posiciona as organizações como referências em sustentabilidade no mercado.
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