- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um dólar mais fraco pode trazer benefícios econômicos.
- Ele destacou que isso poderia resultar em tarifas mais altas e facilitar o pagamento de dívidas.
- Trump fez as declarações na Casa Branca antes de uma viagem à Escócia, enfatizando que, apesar de preferir uma moeda forte, a desvalorização do dólar pode ter vantagens.
- O índice do dólar americano caiu 6,29% no último ano, e Trump criticou países como Japão, Coreia do Sul e China por favorecerem moedas fracas.
- Ele alertou que, se novos acordos tarifários não forem apresentados até 1º de agosto, os Estados Unidos poderão aplicar tarifas unilaterais que variam de 15% a 50%.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que um dólar mais fraco pode trazer benefícios econômicos, como tarifas mais altas e facilidades para o pagamento de dívidas. Em declarações feitas na Casa Branca, antes de sua viagem à Escócia, Trump destacou que, apesar de sua preferência por uma moeda forte, um dólar desvalorizado pode gerar vantagens.
“Um dólar fraco faz com que as tarifas valham muito mais e facilita o pagamento da dívida”, disse Trump, enfatizando que há aspectos positivos que são difíceis de explicar ao público. Sua declaração surge em um momento crítico, a uma semana do prazo de 1º de agosto, quando os parceiros comerciais dos EUA devem apresentar novos acordos tarifários. Caso contrário, Washington aplicará tarifas unilaterais que podem variar de 15% a 50%, como no caso do Brasil.
Quando o dólar se desvaloriza, os preços dos produtos importados aumentam, resultando em tarifas mais elevadas em termos absolutos. O índice do dólar americano, que mede a moeda em relação a uma cesta de seis divisas, registrou uma desvalorização de 6,29% no último ano. Trump também criticou países como Japão, Coreia do Sul e China, que, segundo ele, se beneficiam de moedas fracas.
“Eles estão sempre lutando por isso e é assim que realmente dominaram ao longo dos anos”, afirmou Trump, sem abordar a desconfiança crescente dos investidores em relação ao dólar, que se intensificou devido a preocupações sobre o déficit americano.
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