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Ações da Puma despencam 17% após corte nas previsões de vendas e lucros

A Puma enfrenta uma crise financeira, com queda de até 18% nas ações e previsão de prejuízo para 2025, exigindo reestruturação urgente.

Placa na entrada da loja Puma em Midtown Manhattan. (Foto: Erik Mcgregor | Lightrocket | Getty Images)
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  • As ações da Puma caíram até 18% em 25 de julho, após resultados financeiros do segundo trimestre abaixo do esperado.
  • A receita da empresa foi de € 1,94 bilhão, uma queda de 2% em relação ao ano anterior, e inferior à estimativa de € 2,06 bilhões.
  • A Puma revisou suas previsões, agora esperando um prejuízo operacional em 2025, ao invés de lucro entre € 445 milhões e € 525 milhões.
  • O novo CEO, Arthur Hoeld, destacou desafios internos e externos, como tarifas dos EUA e vendas fracas na América do Norte e Europa.
  • A empresa planeja reduzir importações da China e aumentar preços a partir do quarto trimestre para mitigar os impactos das tarifas.

As ações da Puma despencaram até 18% nesta sexta-feira, 25, após a divulgação de resultados financeiros decepcionantes do segundo trimestre e uma previsão de prejuízo para 2025. A empresa, que já enfrentava dificuldades financeiras, revisou suas expectativas de vendas, prevendo uma queda superior a 10% em vez do crescimento anteriormente projetado.

No segundo trimestre, a receita da Puma caiu 2% em relação ao ano anterior, totalizando € 1,94 bilhão (cerca de R$ 10,5 bilhões), abaixo das estimativas de € 2,06 bilhões. O novo CEO, Arthur Hoeld, que assumiu em julho, reconheceu que a empresa não atendeu às expectativas e que a situação é resultado de desafios internos e externos, incluindo tarifas comerciais dos EUA e uma demanda fraca em mercados-chave como América do Norte e Europa.

Desafios e Previsões

A Puma agora espera um prejuízo operacional em 2025, revertendo a previsão anterior de lucro entre € 445 milhões e € 525 milhões. A empresa também indicou que os custos relacionados a tarifas dos EUA devem impactar negativamente seus lucros em cerca de € 80 milhões. A pressão sobre as margens de lucro é acentuada por um aumento nos níveis de estoque e uma queda de 9% nas vendas na América do Norte.

Hoeld destacou a necessidade de uma reavaliação da estratégia da marca, afirmando que a Puma precisa se reposicionar para recuperar a confiança dos investidores e se conectar com os consumidores. A empresa planeja reduzir importações da China e aumentar preços a partir do quarto trimestre, na tentativa de mitigar os impactos das tarifas.

Reestruturação em Andamento

A Puma já perdeu 55% de seu valor de mercado em 2023, refletindo uma crise de identidade em um mercado esportivo altamente competitivo. A rival Adidas continua a se destacar, enquanto a Puma busca revitalizar sua operação e encontrar novas formas de crescimento. A expectativa é que a reestruturação e o reposicionamento da marca possam levar a uma recuperação significativa, apesar das projeções desanimadoras para o próximo ano.

Analistas do JPMorgan adotam uma postura cautelosa em relação às ações da Puma, enquanto o Goldman Sachs vê uma oportunidade de compra, acreditando que os problemas atuais já estão precificados. A situação da Puma é um reflexo dos desafios enfrentados por muitas marcas no setor, que precisam se adaptar rapidamente às mudanças nas preferências dos consumidores e às pressões econômicas.

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