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Ecosmetics alerta sobre taxa de 50% que ameaça sua sobrevivência nos EUA

Ecosmetics enfrenta crise nos EUA com tarifa de 50% e estuda transferir centro de distribuição para o Panamá para evitar prejuízos.

Sede da fábrica da Ecosmetics em Teixeira de Freitas, na Bahia (Foto: Ecosmetics /Divulgação)
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  • A Ecosmetics, empresa brasileira de cosméticos, pode encerrar suas operações em Miami devido a uma proposta de tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil.
  • A taxação foi apresentada pelo ex-presidente Donald Trump e torna inviável a continuidade da operação no mercado americano, que representa de 8% a 12% do faturamento da empresa.
  • A empresa possui um centro de distribuição de 1.200 m² na Flórida e busca soluções emergenciais para embarcar dois contêineres com produtos recém-lançados, antes da aplicação da tarifa, prevista para 1º de agosto.
  • Como alternativa, a Ecosmetics considera migrar seu centro de distribuição para o Panamá, onde não há restrições comerciais, mas a operação ainda está em análise devido aos custos logísticos.
  • A empresa já começou a redesenhar sua estratégia, reduzindo investimentos em feiras internacionais e aumentando a presença no mercado nacional, com expectativa de crescimento de 25% a 30% em vendas até 2025.

Após oito anos de crescimento nos Estados Unidos, a Ecosmetics, empresa brasileira de cosméticos, pode encerrar suas operações em Miami. A razão é uma proposta de tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, apresentada pelo ex-presidente Donald Trump. Edson Borgo, CEO da empresa, afirma que essa taxação torna inviável a continuidade da operação no mercado americano, que representa de 8% a 12% do faturamento da companhia.

Atualmente, a Ecosmetics possui um centro de distribuição de 1.200 m² na Flórida, com 12 funcionários. A empresa busca soluções emergenciais, como o embarque de dois contêineres parados no porto de Santos, contendo produtos recém-lançados. A expectativa é que a carga chegue aos EUA antes da aplicação da tarifa, prevista para 1º de agosto. Caso contrário, os contêineres poderão ser devolvidos à Bahia, gerando um impacto logístico e financeiro significativo.

Alternativas em Estudo

Como alternativa de médio prazo, a Ecosmetics considera migrar seu centro de distribuição para o Panamá, onde não há restrições comerciais como nos EUA. Essa mudança permitiria que um distribuidor panamenho vendesse para o mercado americano, funcionando como uma ponte. No entanto, essa operação ainda está em análise, pois os custos logísticos podem não compensar a tarifa.

A maior preocupação da empresa é a possível perda de distribuidores nos Estados Unidos, que poderiam optar por marcas europeias, não afetadas pela nova taxação. Borgo destaca que o setor de cosméticos brasileiro pode ser um dos mais prejudicados, considerando que o Brasil importa mais dos EUA do que exporta. Ele acredita que a tarifa é uma retaliação política e não uma medida comercial lógica.

Mudanças Estratégicas

Diante desse cenário, a Ecosmetics já começou a redesenhar sua estratégia. A empresa planeja reduzir investimentos em feiras internacionais e aumentar sua presença no mercado nacional, além de reforçar a atuação no Oriente Médio. Apesar dos desafios, a expectativa é manter um crescimento de 25% a 30% em vendas até 2025.

A Ecosmetics, fundada em 2002 em São Paulo, se destacou no mercado com a escova de chocolate e atualmente exporta para mais de 70 países. A empresa está prestes a inaugurar uma nova fábrica em Teixeira de Freitas, focada na produção de pó descolorante, com um investimento de R$ 12 milhões. A nova unidade deve iniciar operações em agosto, atendendo tanto o mercado nacional quanto as exportações para a América do Sul.

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