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Café tem queda de preço, mas quilo ainda custa R$ 80 em supermercados de SP

Café moído apresenta leve queda de preço, mas consumidores ainda enfrentam custos elevados e esperam por reduções mais significativas.

Promoção de café em supermercado no bairro Saúde, em São Paulo; preço começa a cair para o produtor desde março e queda chega lentamente ao consumidor final (Foto: Gabriela Cecchin/Folhapress)
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  • O preço do café moído apresentou uma leve queda de 0,18% em julho, após 16 meses de aumento, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC da Fipe).
  • O custo da cesta básica na região Sudeste também desacelerou, com uma redução de 0,52% em junho, conforme a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
  • Apesar da queda, o preço médio do café ainda é elevado, com pacotes de 500 gramas custando R$ 37,21 e os de 250 gramas, R$ 20,91.
  • Especialistas preveem que a tendência de queda nos preços continuará, impulsionada pela maior oferta da nova safra e pela concorrência no setor supermercadista.
  • O setor de bares e restaurantes aguarda uma redução mais significativa, já que o aumento nos preços do café foi inferior ao da alta geral.

Depois de um período de altas históricas, o preço do café moído começa a apresentar uma leve queda nos supermercados de São Paulo. Em julho, a redução foi de 0,18%, conforme dados do IPC da Fipe, após 16 meses de aumento. Essa diminuição também contribuiu para a desaceleração do custo da cesta básica na região Sudeste, que caiu 0,52% em junho, segundo a Abras.

Apesar da queda, o preço do café ainda é elevado, com pacotes de 500 g custando em média R$ 37,21 e os de 250 g, R$ 20,91. Em promoções, é possível encontrar meio quilo por R$ 27,99, mas em alguns locais o preço chega a R$ 44,99. Especialistas indicam que o consumidor pode levar até três meses para perceber uma redução mais significativa nos preços, que acumulam alta de 86,53% em um ano.

Expectativas para o Futuro

Guilherme Moreira, coordenador do IPC da Fipe, afirma que a queda nos preços no atacado, iniciada em março, deve se refletir no varejo. A expectativa é que essa tendência de baixa continue ao longo do ano, impulsionada pela maior oferta da nova safra. Felipe Queiroz, economista-chefe da Apas, destaca que a concorrência no setor supermercadista deve acelerar o repasse das reduções de preços aos consumidores.

O vice-presidente da Abras, Marcio Milan, também acredita na continuidade da tendência de queda, embora ressalte que a magnitude do impacto na cesta básica ainda é incerta. Além do café, outros itens como arroz e feijão também apresentaram quedas significativas.

Impacto no Setor de Bares e Restaurantes

O setor de bares e restaurantes aguarda uma redução mais acentuada nos preços do café. Joaquim Saraiva, da Abrasel-SP, observa que o aumento nos estabelecimentos foi de apenas 30%, bem abaixo da alta geral. Atualmente, um café espresso gourmet custa em média R$ 10. Para Saraiva, a queda de 0,18% é insuficiente para impactar os preços de forma significativa.

A Abic aponta que a alta anterior nos preços foi impulsionada pela baixa produtividade da safra anterior e pelo aumento do consumo. Com a nova safra e a estabilização do mercado, os preços começaram a ceder, representando uma correção natural. A expectativa é que a oferta crescente, especialmente do café conilon, contribua para a continuidade dessa tendência de queda.

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